Processada nos EUA, Meta é acusada de acessar mensagens no WhatsApp
Por João Melo • Editado por Bruno De Blasi |

Uma ação judicial acusa a Meta de armazenar, analisar e acessar mensagens privadas de usuários do WhatsApp. De acordo com o portal Bloomberg, o processo foi apresentado em um tribunal distrital dos Estados Unidos, em São Francisco.
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O texto da ação alega que os recursos de criptografia de ponta a ponta implementados no mensageiro, na prática, não oferecem privacidade ao conteúdo das conversas no aplicativo. O WhatsApp, por sua vez, afirma que essa proteção garante que apenas remetentes e destinatários tenham acesso às mensagens trocadas.
Nesse contexto, a denúncia aponta que funcionários da Meta poderiam acessar conteúdos compartilhados no app, uma vez que a companhia armazenaria todas as informações enviadas pelos usuários.
Um grupo de autores de países como Brasil, Austrália, Índia, México e África do Sul assinou a ação movida contra a big tech. Segundo o processo, as informações teriam sido fornecidas por denunciantes anônimos, que ajudaram a trazer o caso à tona.
Posicionamento da Meta
Em contato com o Bloomberg, o porta-voz da Meta, Andy Stone, afirmou que a denúncia contra o sistema de criptografia de ponta a ponta do aplicativo é “falsa e absurda” e que a empresa acionará os advogados dos denunciantes.
“O WhatsApp é criptografado de ponta a ponta há cerca de uma década, utilizando o protocolo Signal. Este processo é uma obra de ficção frívola”, enfatizou Stone.
Nesse protocolo, as chaves de acesso usadas para proteger as mensagens ficam apenas nos dispositivos dos usuários, e não nos servidores da plataforma.
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