Primeiro medicamento produzido em impressora 3D é aprovado nos Estados Unidos

Por Redação | 11 de Agosto de 2015 às 09h57

O primeiro medicamento produzido por meio de uma impressora 3D foi aprovado pela FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos) e já pode começar a ser comercializado. Denominado de Spritam, o remédio será fabricado pelo laboratório Aprecia Pharmaceuticals, sediada no estado norte-americano de Ohio.

A droga foi desenvolvida para controlar crises de epilepsia e não se trata de algo novo. No entanto, por meio da impressão 3D, cada paciente receberá a quantidade correta de substâncias necessárias de acordo com a gravidade de suas crises. Sem o medicamento elaborado com impressão tridimensional, os médicos precisavam adaptar o tamanho do remédio às necessidades do paciente. Agora o que ocorrerá é justamente o inverso.

"Nos últimos 50 anos, temos fabricado comprimidos em fábricas e os enviado para os hospitais", disse Dr. Mohamed Albed Alhnan, professor de farmácia na Universidade Central de Lancashire. "Pela primeira vez, este processo significa que podemos produzir doses mais apropriadas para cada paciente". Ao fazer pequenos ajustes no software antes da impressão, os hospitais poderão ajustar doses para cada paciente individualmente, possibilitando que os resultados sejam mais eficientes e o custo do medicamento menor.

O laboratório informou que seu sistema de impressão 3D consegue produzir até 1.000 miligramas por comprimido. Outra vantagem da droga é que a substância utilizada para alojar os medicamentos é muito porosa, facilitando o consumo por se dissolver mais rapidamente quando está em contato com líquidos.

Enquanto a Aprecia trabalha no desenvolvimento de medicamentos comuns em tratamentos médicos, outros especialistas estão estudando a tecnologia para o desenvolvimento de novas drogas a nível molecular. O professor Lee Cronin, da Universidade de Glasgow, no Reino Unido, tem feito experimentos em uma impressora 3D que trabalha juntamente com materiais químicos. Assim, o software pode ser programado para fazer reações químicas e produzir moléculas diferentes e necessárias para tratamentos. Cronin prevê que esse tipo de tecnologia permitirá que, no futuro, os pacientes possam utilizar "receitas" de como fazer remédios e imprimi-las em suas próprias casas.

O Spritam começará a ser vendido no primeiro trimestre de 2016. O laboratório ainda pretende desenvolver outras drogas por meio da tecnologia 3D nos próximos anos.

Fonte: The Guardian

Fonte: http://www.theguardian.com/artanddesign/architecture-design-blog/2015/aug/05/the-first-3d-printed-pill-opens-up-a-world-of-downloadable-medicine?CMP=twt_gu