Pegatron vai investir até US$ 1 bilhão em fábrica de chips para Apple

Por Felipe Demartini | 29 de Maio de 2019 às 14h56
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A Pegatron, uma das principais empresas da indústria eletrônica taiwanesa, anunciou um investimento entre US$ 695 milhões e US$ 1 bilhão em uma unidade de produção na Indonésia, que vai montar chips a serem usados em iPhones e MacBooks. De acordo com uma carta de intenções assinada entre a companhia e o ministério da indústria do país asiático, os trabalhos começam já neste ano e expandem parcerias já existentes.

Neste caso, a taiwanesa amplia ainda mais sua amizade com a PT Sat Nusapersada, uma fabricante local com a qual já trabalha em uma linha de produção de eletrodomésticos, que também deve entrar em operação em breve. Tal operação já acontece em um complexo industrial na ilha de Batam, na região oeste do país, onde também está a unidade que deve ser expandida para abraçar o contrato firmado entre Pegatron e Apple.

Essa, inclusive, é a primeira vez que a companhia vai trabalhar na manufatura de chips. Ela não comentou sobre o assunto, mas de acordo com as informações que circulam na imprensa internacional, não se trata de uma fabricação direta dos componentes, mas sim do processo de montagem, com a matéria-prima bruta sendo importada, provavelmente, de outros parceiros da Maçã na China e mais países da Ásia.

Ainda de acordo com as informações do ministro da indústria da Indonésia, Warsito Ignatius, as operações devem ter início com a montagem de chips para o iPhone, com os trabalhos voltados aos chips dos MacBooks acontecendo em um momento posterior. A Apple, entretanto, não se pronunciou sobre o assunto e nem mesmo costuma comentar sobre contratos com parceiros e as operações deles; da mesma forma, a Pegatron também manteve o silêncio.

A entrada da Pegatron na fabricação de iPhones e outros produtos da Apple é resultado de uma mudança de postura da empresa, que diante da iniciativa de lançar três modelos de aparelhos e manter a demanda em dia para todos os seus produtos, tem dividido os esforços de manufatura de componentes. Além da taiwanesa, também fazem parte dessa dança a Winstron e a Foxconn, uma das parceiras mais antigas da companhia de Cupertino nesses trabalhos.

Fonte: Reuters

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