Mercado tech se une para tentar manter os EUA no Acordo de Paris

Por Rafael Rodrigues da Silva | 03 de Dezembro de 2019 às 07h30
Pixabay

Como prometido pela administração de Donald Trump, está cada vez mais próximo o dia em que os Estados Unidos não farão mais parte do Acordo de Paris — mas algumas das maiores empresas de tecnologia do país estão fazendo pressão para que isso não aconteça. Nesta segunda-feira (2) os CEOs de algumas das gigantes tecnológicas (como a Apple, Adobe, Google, HP, Microsoft, Tesla e Verizon) assinaram uma carta pública pedindo para que o país continue fazendo parte do Acordo de Paris, e mantenha uma política de combate ao aquecimento global.

Na carta, eles afirmam que a manutenção dos EUA como parte do Acordo irá aumentar a competitividade das empresas do país, que os ajudarão a se manter na vanguarda das inovações ecológicas, e estabelecem ainda uma série de objetivos para que essa inovação ocorra.

Assinado em 2015, o Acordo de Paris é um tratado assinado por todos os países membros da Organização das Nações Unidas, que define objetivos ambiciosos na redução das emissões de carbono por esses países até o ano de 2020, como forma de tentar conter as consequências das mudanças climáticas. Mas, desde que assumiu a presidência em 2017, Trump tem ensaiado a retirada dos EUA do Acordo, e tem nomeado negacionistas nas pastas ambientais de seu governo.

Mas, apesar do esforço conjunto das empresas de tecnologia, é possível notar que a carta não possui algumas assinaturas importantes, como dos CEOs do Facebook e da Amazon, além dos chefes de três das maiores operadoras de telefonia e internet do país (AT&T, Sprint e T-Mobile). A ausência do Facebook talvez seja a mais estranha, pois a rede social tem assumido alguns compromissos ambientais bastante ambiciosos, como se propor a fazer com que toda a sua operação mundial funcione apenas utilizando fontes de energia renovável já em 2020. Enquanto isso, a ausência da Amazon não deve surpreender ninguém, já que os próprios funcionários a têm criticado por não possuir uma estratégia ampla de como a empresa deverá ajudar no combate ao aquecimento global.

Mesmo assim, as chances de que essa carta irá convencer o presidente Donald Trump a mudar de ideia são mínimas, e ela funciona mais como uma ação de relações públicas para a imagem das próprias empresas, mostrando a seus consumidores que elas estão empenhadas na proteção do meio ambiente.

Fonte: Engadget

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