Maioria dos profissionais de TI foca em apenas uma linguagem de programação

Maioria dos profissionais de TI foca em apenas uma linguagem de programação

Por Dácio Castelo Branco | Editado por Claudio Yuge | 11 de Janeiro de 2022 às 19h45
Shahadat Rahman/Unsplash

Para entender quais são as especializações e competências dos trabalhadores do setor de desenvolvimento de software, a Rocketseat, edtech focada no ensino de programação, realizou um estudo sobre como esses profissionais estão inseridos no mercado, visando ver qual a linguagem de programação mais utilizada.

Na pesquisa foram coletados dados de mais de 1200 desenvolvedores e 500 mil leads cadastrados na base da edtech sobre as linguagens de programação mais utilizadas. Em primeiro lugar, ficou o Javascript, sendo a resposta de 58% dos entrevistados. Em seguida, estão a Typescript, com 13%, e o SQL, com 11%.

A pesquisa também inclui um levantamento sobre as especialidades de cada desenvolvedor, onde o full-stack (capaz de atuar em todas as partes de um projeto) aparece em primeiro lugar, com mais de 16%, seguida do front-end (focado na interface do programa e tudo relacionado), com 15%.

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Interesse na área

Número de desenvolvedores desempregados é baixo. (Reprodução/lmonk72/Pixabay)

Ainda no levantamento, foram coletados dados com base nos 48 milhões de usuários do Linkedin, que identificaram que cerca de 5 milhões de perfis da rede social empresarial tem interesse em ingressar na área de tecnologia, seja em programação, gestão de dados ou desenvolvimento web. Porém, desse número, apenas 1 milhão e 400 mil apresentam competências de desenvolvedores, como C++, C#, Java, Python, entre outras.

Mesmo assim, o número de desempregados na área felizmente é baixo: apenas 9%.

“A tecnologia deve ser acessível para todos. A nossa ideia é que a gente consiga mostrar isso e retirar todos os estigmas que as áreas de TI causam. O mercado tem um gap enorme de profissionais e a gente quer reduzir isso ao máximo possível”, afirma Rodrigo Terron, COO da Rocketseat.

Para exemplicar sua afirmação, o COO cita um levantamento feito pela Brasscom referente ao ano de 2020, que mostrou que por mais que o Brasil forme cerca de 46 mil profissionais de tecnologia anualmente, a procura por esses especialistas deve ultrapassar o número de 420 mil até 2024.

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