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Instagram como 'ameaça' e oferta à FTC: o que aconteceu no julgamento da Meta?

Por  • Editado por Bruno De Blasi | 

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Marcelo Salvatico/Canaltech
Marcelo Salvatico/Canaltech

Meta enfrenta um julgamento por monopólio de mercado pela compra do Instagram e WhatsApp. Nos dias que deram sequência ao julgamento, os depoimentos de testemunhas e informações apresentadas pela acusação alegaram que o Instagram foi visto como uma ameaça ao Facebook, assim como detalharam valores que a Big Tech ofereceu ao governo para resolver o processo.

O que foi dito nos julgamentos?

Veja as declarações mais importantes das testemunhas feitas durante os últimos dias a partir de informações dadas pelo site The Verge e Wall Street Journal:

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Instagram foi visto como uma ameaça ao Facebook

Durante o depoimento judicial de 22 de abril, o cofundador do Instagram, Kevin Systrom, afirmou que, mesmo após a compra pelo Facebook (atual Meta), a rede social de fotos e vídeos era considerada uma ameaça ao crescimento da empresa de Mark Zuckerberg.

Ele também alegou que a Meta dificultou a alocação de recursos para restringir o desenvolvimento do Instagram.

Meta ofereceu US$ 1 bi para resolver processo com FTC

Na semana em que o julgamento teve início, Mark Zuckerberg teria telefonado para o presidente da Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês), Andrew Ferguson, oferecendo inicialmente US$ 450 milhões, valor que depois elevou para US$ 1 bilhão, segundo o The Wall Street Journal. 

Em resposta, Ferguson resistiu inicialmente e exigiu US$ 18 bilhões e um decreto de consentimento.

Para processos antitrustes é possível que a empresa busque um acordo com o governo para evitar que sofra algum tipo de sanção maior como desmembramento ou outras consequências. 

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Zuckerberg acelerou os stories no Instagram depois da recusa de compra do Snapchat

Durante o segundo dia do julgamento, foram exibidas conversas de 2014 nas quais Zuckerberg alertava sua equipe sobre a importância de levar a sério a "nova dinâmica" representada pelo Snapchat, vendo-a tanto como um risco para a concorrência quanto como uma chance de incorporar recursos desejados pelos usuários, como os stories. 

O CEO da Meta fez uma proposta de compra do Snapchat em 2013 que foi recusada. E, em outra mensagem, referindo-se ao Stories, ele admitiu que o Snapchat era um concorrente maior do Instagram e do Feed de Notícias do que nunca foi para as mensagens. 

CEO da Meta queria zerar todos os amigos do Facebook

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Em 15 de abril, no decorrer do julgamento, foram examinadas as discussões internas que o Facebook manteve em 2022 com o objetivo de impulsionar o engajamento em sua plataforma.

Nesse sentido, vieram à tona e-mails internos revelando que Zuckerberg considerava uma "única ideia potencialmente maluca": a possibilidade de resetar as redes de amizade de todos os usuários, forçando-os a reconstruir suas conexões dentro da plataforma.

Do que a Meta é acusada?

A Meta é acusada de práticas de monopólio por conta das compras do Instagram e WhatsApp feitas entre 2012 e 2014. A acusação foi feita pela FTC dos Estados Unidos ainda em 2020 e afirma que a Big tech minou a concorrência de forma ilegal ao realizar a compra das duas plataformas. 

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O julgamento que acontece nas últimas semanas tem o objetivo de avaliar se as movimentações de compra da empresa caracterizam condutas anticompetitivas que podem prejudicaram a concorrência do setor nos EUA. 

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