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Huawei proíbe comunicação entre funcionários chineses e americanos

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A atual guerra comercial entre Estados Unidos e China colocou a Huawei em outro dilema: como buscar comunicação interna com seus próprios funcionários americanos? Por enquanto, a empresa ordenou que seus colaboradores chineses não participem de reuniões técnicas com seus colegas nos EUA, além de "mandar para casa" os trabalhadores americanos empregados.

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Dang Wenshuan, principal arquiteto de estratégia da Huawei, disse ao Financial Times que a empresa também limitou as comunicações gerais (e não apenas as técnicas) entre seus trabalhadores chineses e norte-americanos. A medida acontece no momento em que a gigante chinesa se esforça para cumprir as leis impostas pelo governo dos Estados Unidos.

A Huawei também está controlando os assuntos de interação que os funcionários de seu campus têm com os visitantes estrangeiros. As conversas não podem tocar tópicos relacionados à tecnologia, disse a reportagem do Financial Times.

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Ainda não está claro como os controles de exportação podem impor a interrupção das comunicações internas dentro de uma organização. A Huawei poderia estar usando essa tática como moeda de barganha, mostrando aos EUA que seus próprios cidadãos estão sendo prejudicados por suas políticas. Vale lembrar que, com a entrada da Huawei na tal lista, uma série de empresas, incluindo fabricantes de chips e gigantes como Google e Microsoft, fizeram mudanças significativas em seus acordos comerciais com a Huawei.

Nas últimas semanas, vários executivos da Huawei se manifestaram sobre essa interferência do governo dos EUA em seus negócios. Enquanto isso, a empresa também explorou maneiras de combatê-la, entrando com uma ação legal para contestar a proibição dos EUA, chamando-a de "inconstitucional".

Em jogo está o futuro de um dos maiores fornecedores de smartphones e equipamentos de rede do mundo. Uma parte significativa dos negócios da empresa vem de fora da China. Para os smartphones, um de seus principais negócios, a empresa diz que já está trabalhando em um sistema operacional que não depende de tecnologias de empresas norte-americanas.

Em meados de maio, o governo dos EUA ofereceu algum alívio para a Huawei ao conceder uma licença geral de exportação temporária por 90 dias, o que permite que empresas como o Google continuem a fornecer suporte essencial à empresa chinesa no período.

Fonte: TechCrunch