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Gartner aponta 3 tendências de inovação para o setor financeiro em 2022

Por| Editado por Claudio Yuge | 30 de Maio de 2022 às 23h00

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Adeolu Eletu/Unsplash
Adeolu Eletu/Unsplash

Mesmo com 2022 chegando na metade, ainda existe empo o suficiente para novas tendências aparecem em diversos setores. Para os serviços financeiros, especificamente, segundo pesquisa do Gartner Inc., serão três: Inteligência Artificial (IA) generativa, sistemas autônomos e computação aprimorada de privacidade (PEC – do inglês Privacy-Enhancing Computation).

A pesquisa do Gartner indica que essas três tendências continuarão a crescer durante os próximos dois ou três, anos, contribuindo para o avanço e transformação do setor financeiro. Além disso, elas também colaborarão com metas de administrar, crescer e transformar um negócio, segundo o levantamento.

“Embora o crescimento seja a principal prioridade, a necessidade de gerenciar riscos, otimizar custos e aumentar a eficiência também exige novas inovações tecnológicas”, avalia Moutusi Sau, Analista e Vice-Presidente de Pesquisas do Gartner. “A Inteligência Artificial generativa permite que os executivos de TI (CIOs) dos bancos ofereçam soluções de tecnologia para os negócios em busca de crescimento de receita, enquanto sistemas autônomos e computação de aprimoramento de privacidade são soluções de longo prazo que podem fornecer novas opções para a transformação dos negócios das organizações de serviços financeiros.”

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Confira detalhes de cada umas das tendências a seguir:

Inteligência Artificial generativa

A pesquisa do Gartner prevê que 20% de todos os dados de teste para casos de uso voltados para o consumidor serão gerados sinteticamente até 2025. A Inteligência Artificial generativa aprende uma representação digital de artefatos, através de machine learning aplicado ao tratamento de dados, e gera criações inovadoras — no caso do setor financeiro, que podem auxiliar em detecção de fraudes, previsão de negociação, geração de dados sintéticos e modelagem de fatores de risco.

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Sistemas Autônomos

Sistemas autônomos são sistemas físicos ou programas automatizados que aprendem com seus ambientes e modificam dinamicamente seus próprios algoritmos em tempo real para otimizar seu comportamento em ecossistemas complexos. Eles criam um conjunto ágil de recursos de tecnologia que suportam novos requisitos e situações, otimizam o desempenho e se defendem contra possíveis ataques sem intervenção humana.

Exemplos de aplicações da tecnologia podem ser vistas na gestão autônoma de dívidas, assistentes de finanças pessoais e empréstimos automatizados, embora ainda existam preocupações de confiança devido ao seu alto nível de automação — e a pesquisa do Gartner, nesse cenário, prevê que até 2024, 20% das organizações que vendem sistemas ou dispositivos autônomos exigirão que os clientes renunciem às cláusulas de indenização relacionadas a possíveis comportamentos de seus aparelhos, para cobrir essas questões e trazer mais segurança para as fabricantes em si.

Computação de Aprimoramento Privacidade

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A computação de aprimoramento de privacidade (PEC) protege o processamento de dados pessoais em ambientes não confiáveis — o que é cada vez mais crítico devido à evolução das leis de privacidade e proteção de dados, como a LGPD, bem como às crescentes preocupações dos consumidores quanto a este tópico.

Nos serviços financeiros, os dados têm um papel inerente em qualquer esforço de análise, computação e monetização de dados. Segundo o levantamento, a adoção do PEC está aumentando em casos de uso como análise de fraude, operações de inteligência, compartilhamento de dados e combate à lavagem de dinheiro. Nesse contexto, a pesquisa do Gartner prevê que 60% das grandes organizações usarão uma ou mais técnicas de computação de aprimoramento de privacidade em análises, inteligência de negócios ou computação em Nuvem até 2025.