Empresas do Vale do Silício pagam US$ 200 para mulheres em suas festas

Por Redação | 11 de Dezembro de 2017 às 16h36

Apesar de controversa, pagar pela aparição de mulheres em trajes sumários em festas corporativas é algo bastante comum. Agora, segundo a Bloomberg, a prática também foi descoberta em gigantes do Vale do Silício, que pagariam US$ 200 por hora pela participação de mulheres com roupas curtas e decotadas em seus eventos.

Isso seria justificado com o argumento de "driblar a questão da falta de diversidade", o que é duplamente controverso, pois diversidade significa empregar homens e mulheres em posições de igual hierarquia e remuneração, não sendo algo justificado com a contratação de modelos com roupas curtas em festas para "animar" os executivos, o que, além de objetificar mulheres, abre portas para o assédio sexual.

Uma das agências buscadas pelas empresas tecnológicas é a Models in Tech. Olya Ishchukova, CEO da agência, revelou que algumas startups chegam a exigir somente "mulheres bonitas e vestidas com decotes e shorts curtos", mas "quando isso acontece, explico que nós não fazemos esse tipo de coisa, que pode, inclusive, afetar a imagem de nossos negócios".

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Vale lembrar que diversos casos de assédio sexual vêm sendo denunciados no universo da tecnologia nos Estados Unidos, incluindo as empresas do Vale do Silício, conhecidas por ter poucas mulheres em postos de liderança. Um dos escândalos recentes de maior destaque aconteceu com a Uber, que, em junho, acabou demitindo 20 funcionários e advertindo outros 30 depois de uma denúncia que partiu por parte de uma funcionária, Susan Fowler, alegando que o assédio sexual era algo recorrente na empresa.

Já em outubro, Roy Price, diretor da Amazon Studios, se afastou da empresa por conta de acusações similares, que partiram de uma produtora vítima de assédio, e também por ter ignorado a denúncia de uma atriz de Hollywood contra o produtor Harvey Weinstein, acusado pelo mesmo crime por dezenas de mulheres.

Fonte: Bloomberg

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