Documentos vazados da Sony agora estão no WikiLeaks

Por Redação | 17 de Abril de 2015 às 09h39

O escândalo já passou e, pouco a pouco, as pessoas vão se esquecendo do caso que envolveu a Sony Pictures no final do ano passado, quando a produtora teve seu banco de dados hackeado. O que se seguiu foi o vazamento de trocas de e-mails, senhas de redes sociais, dados pessoais de artistas e membros da indústria, além da revelação de uma série de intrigas nos bastidores de Hollywood. Meses depois, está tudo no WikiLeaks, para quem quiser ler a fundo ou lembrar de tudo o que aconteceu.

Mas o objetivo de Julian Assange, aqui, passa longe das fofocas ou da presença do Homem-Aranha no universo cinematográfico da Marvel. Para ele, os quase 200 mil arquivos, entre documentos e e-mails, revelam a relação íntima entre a Sony Pictures e o governo dos Estados Unidos, mais especificamente, o Partido Democrata.

Entre as correspondências, que podem ser pesquisadas usando uma ferramenta de busca dedicada, estão, por exemplo, evidências da presença de executivos da Sony em festas de arrecadação de fundos para políticos. Além disso, o estúdio não hesitou em fazer doações e uma campanha clara para o governador Andrew Cuomo, que disputava as eleições e foi eleito como o dirigente do estado de Nova York.

Assange acredita que os Sony Archives, como os chamou, podem fazer com que o assunto volte às manchetes, mas desta vez de uma forma mais profunda. Trata-se de um olhar sobre os sistemas internos de uma empresa multinacional e revela um pouco das maneiras que a produtora utiliza para fazer valer seus próprios interesses. Tais assuntos tomam ainda mais relevância quando se pensa que os vazamentos que mostram tais trabalhos também foram o centro de um conflito geopolítico entre os EUA e a Coreia do Norte, que foi acusada como a responsável pelos ataques e negou veemente tudo isso.

Toda a questão tem relação com o lançamento do filme “A Entrevista”, no qual uma dupla de jornalistas, interpretados por James Franco e Seth Rogen, é enviada à Coreia do Norte com a missão secreta de assassinar Kim Jong-un. O longa que ridiculariza e situação do país chegou a ter sua estreia cancelada nos EUA, uma decisão da qual a Sony Pictures voltou atrás depois que o governo dos Estados Unidos se envolveu na questão, impondo novas sanções econômicas ao país asiático.

Como sempre, o WikiLeaks garantiu que os documentos continuarão no ar e disponíveis para todos, não importando o tamanho da pressão que o serviço receba para retirá-los do ar. E, aqui, sabemos que Assange realmente assume um compromisso, uma vez que já está mais do que acostumado com esse tipo de coisa.

Fontes: WikiLeaks, The Next Web

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