Dia do orgulho LGBT | 10 líderes tech que representam diversidade

Por Nathan Vieira | 28 de Junho de 2020 às 15h00
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Neste domingo (28), comemora-se o dia do orgulho LGBT. Essa data é lembrada mundialmente, e marca um episódio ocorrido em Nova Iorque, em 1969, em que os frequentadores do bar Stonewall Inn protestaram contra a perseguição da polícia às pessoas LGBT. No ano seguinte, a ocasião resultou na organização na 1° parada do orgulho LGBT. Em homenagem a esse dia, listamos 10 executivos da área da tecnologia (do Brasil e de outros lugares ao redor do mundo) que fazem parte dessa comunidade.

Tim Cook, da Apple

Tim Cook, CEO da Apple (Imagem: Reprodução)

Ninguém melhor para abrir essa lista do que o próprio CEO da Apple, Tim Cook. O executivo inclusive já foi homenageado por sua defesa dos direitos LGBTQ no prêmio GLSEN Respect Awards, no ano passado. Desde agosto de 2011, ocupa o cargo que antes era de Steve Jobs. Iniciou sua carreira na empresa em março de 1998. Foi COO (Chief Operating Officer) de 2004 até 2011. Sua principal responsabilidade é a gestão diária das operações da empresa. Ele falou pela primeira vez sobre sua sexualidade no ano de 2014, e desde então, apontou inúmeras vezes o quanto sente orgulho de ser homossexual.

Eliezer Silveira Filho, da Azion Technologies

Eliezer Silveira Filho (Imagem: João Mattos)

Além da função como diretor de marketing da Azion Technologies (empresa voltada a plataforma de edge computing), Eliezer Silveira Filho contribui para a ampliação das iniciativas e projetos de diversidade na empresa, além de projetos externos de inclusão. O executivo foi citado como um dos 100 executivos LGBT mais influentes do mundo em 2019 pela Role Model Lists, feita pela Outstanding, da Involve (organização global de associação e consultoria que defende a diversidade e a inclusão nos negócios).

Silveira Filho também dá aula de Diversidade e Inclusão no MBA de Negócios da faculdade de tecnologia FIAP. Além da Azion, o executivo também atua em diversos projetos para inclusão e empregabilidade de populações minorizadas. Em 2016, Eliezer ingressou no GAMES, que se concentra no desenvolvimento de ações para a população LGBT, onde ensinou inglês para pessoas trans e desenvolveu também um projeto de orientação para pessoas trans, juntamente com o Transempregos, focado na empregabilidade. Em 2017, ele também chegou a fundar a Divercitizens, organização que busca dar visibilidade à comunidade LGBT a partir de estudos.

Pedro Pina, do Google

Pedro Pina (Imagem: Reprodução/YouTube/Think with Google)

O gestor português Pedro Pina chegou a ser um dos nomeados para a categoria de Líder Inspirador LGBT dos British LGBT Awards, que são considerados os principais prémios da comunidade LGBT do Reino Unido. Ele é responsável pela área de grandes anunciantes e soluções para agências, e tem liderado as políticas inclusivas LGBT da gigante tecnológica. Ele ainda marca presença em seminários e conferências dedicadas às questões LGBT em ambiente empresarial.

Pina trabalhou com a equipe de gerenciamento para garantir que toda a empresa tenham uma meta trimestral para se tornar um local mais inclusivo para trabalhar. Ele foi simplesmente o primeiro colocado da lista de 100 executivos LGBTs mais influentes de 2019 da Outstanding.

Ken Janssens, da JP Morgan Chase

Ken Janssens (Imagem: Reprodução)

Ken Janssen é Gerente de Tecnologia Global da empresa financeira JP Morgan Chase, e co-presidente do Conselho Executivo LGBT, que ele ajudou a fundar em 2017. No ano passado, dois representantes transgêneros foram adicionados ao Conselho. No ano passado, o gerente de tecnologia coordenou uma campanha global em que 16 CEOs emitiram memorandos locais incentivando a contratação de LGBTs. Janssen também participa de inúmeras iniciativas externas para gerar a inclusão de pessoas da comunidade no mercado.

Alex Schultz, do Facebook

Alex Schultz (Imagem: Reprodução/YouTube/Khosla Ventures)

Alex Schultz é o vice-presidente de análises do Facebook, e atualmente patrocinador executivo do grupo Facebook Global Pride. "Tenho muito orgulho de ser abertamente gay no trabalho e na minha vida pessoal e de ter uma carreira de sucesso em algumas empresas de Internet de grande nome. Eu gostaria que isso servisse de exemplo para outras pessoas LGBT", consta a descrição de seu LinkedIn.

Schultz trabalha com analytics e marketing digital há mais de 10 anos. "Não acredito que exista um emprego melhor para um profissional de marketing e analista do que o meu e me sinto incrivelmente sortudo por ter transformado meu hobby e paixão em meu trabalho", ele ainda declara em seu perfil na rede social corporativa. Alex costuma dar algumas palestras sobre marketing digital.

Claudia Brind-Woody, da IBM

(Imagem: Reprodução/IBM)

Claudia Brind-Woody é uma executiva da IBM sediada no Reino Unido. Como líder do Licenciamento Global de Propriedade Intelectual da IBM, Claudia dirige uma equipe de licenciamento de código-fonte, a Small Divestiture Practice da IBM, o programa IP Partnership e um grupo de consultoria especializado conhecido como IP Management Solutions. Ela trabalha na IBM desde 1996.

A executiva também é uma das co-presidentes da Força-Tarefa Executiva Global da IBM para LGBT. Como parte dessa função, ela fala para o mundo inteiro sobre o tema da diversidade, além de treinar funcionários e clientes com foco na diversidade.

Josh Graff, do Linkedin

Josh Graff (Imagem: Reprodução/Evening Standard)

Josh Graff é gerente do LinkedIn no Reino Unido, e também lider dos negócios de publicidade da plataforma na Europa, no Oriente Médio e na África. O executivo é também administrador da organização beneficente Founders4Schools, cuja missão é incentivar jovens a entrar no ramo da ciência e tecnologia. No LinkedIn, Graff também é o patrocinador executivo global do grupo de recursos para funcionários LGBT. O gerente também está envolvido na Outstanding.

Vivienne Ming, do Socos Labs

Vivienne Ming (Imagem: Divulgação)

A neurocientista Vivienne Ming carrega consigo um longo trabalho em empreendedorismo, filantropia, política e educação. Ela é a cientista-chefe da empresa de tecnologia de RH Gild, e está envolvida na junção de neurociência cognitiva, aprendizado de máquina (machine learning) e economia. Em suas pesquisas, Vivienne utiliza sistemas de inteligência artificial para estabelecer como será o futuro do trabalho e da Educação. Na Socos, uma startup educacional, o foco está no uso de algoritmos para dar aos professores medidas mais precisas de quanto um aluno compreende de cada disciplina e tema. Por meio de palestras pelos Estados Unidos, ela também defende as causas LGBT e frequentemente fala sobre sua experiência de ter nascido Evan Smith.

Miquel Serra Alquezar, da Schneider Electric

Miquel Serra Alquezar (Imagem: Divulgação)

Miquel Serra Alquezar, de 36 anos, é vice-presidente de recursos humanos da Schneider Electric. Ele comanda uma equipe na multinacional de energia elétrica e fala abertamente sobre sexualidade desde que entrou na Schneider. O executivo é responsável por iniciativas para inclusão na empresa onde atua. Vale observar, por exemplo, que em 2016 levou a companhia a se envolver com o Fórum Empresas e Direitos LGBT. Desde então a Schneider Electric reúne as lideranças para discutir o tema diversidade.

Martine Rothblatt, da United Therapeutics

Martine Rothblatt (Imagem: Reprodução/Business Insider)

A CEO mais bem paga do mundo é uma mulher trans. Trata-se de Martine Rothblatt, ex-empreendedora de telecomunicações, advogada especializada em direito espacial, Doutora em Ética da Medicina, filósofa existencialista, escritora, líder de sua própria religião, promotora da Inteligência Artificial e multimilionária. Ela é fundadora da United Therapeutics, uma empresa de biotecnologia com foco em pesquisa, desenvolvimento e venda de medicamentos para pessoas com doenças crônicas, cardiovasculares e câncer.

Fonte: Com informações de Outstanding, Business Insider

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