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Dia da Desenvolvedora | O atual panorama e iniciativas para quem quer começar

Por  • Editado por  Claudio Yuge  |  • 

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Pexels/Christina Morillo
Pexels/Christina Morillo

Nesta terça-feira (13) é comemorado o Dia do Programador e Programadora, função que vem sendo cada vez mais demandada com a revolução digital. Segundo uma pesquisa da Brasscom, Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais, o mercado precisará de cerca de 800 mil novos talentos nas áreas de tecnologias digitais até 2025.

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Dados da Mastertech, porém, apontam que as mulheres representam apenas um terço da força de trabalho no meio tecnológico. Uma pesquisa do INEP ainda demonstra que apenas 13% dos estudantes de ciência da computação são mulheres, das quais 47% acabam desistindo no meio do curso.

A lacuna de gênero em setores tecnológicos é uma realidade, mas algumas iniciativas vêm trabalhando para reduzir a disparidade e tornar o mercado de programação mais acessível para as mulheres, principalmente pretas e trans.

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O Canaltech reuniu dados relevantes para montar o atual panorama do público feminino na área incluindo projetos para quem quer começar a programar, confira;

As mulheres programadoras e o público feminino de desenvolvimento de software

Panorama atual

Uma pesquisa da Revelo, empresa de recrutamento e seleção de profissionais do setor, demonstra que as mulheres representam somente 20% do mercado de tecnologia. No entanto, as profissionais vêm resistindo a essa desigualdade através de diversas iniciativas de capacitação.

A Reprograma, instituição de ensino gratuito para mulheres em programação, anunciou que mais de 17,7 mil mulheres foram impactadas pelos seus projetos entre 2016 e 2021. Destas, 1239 se tornaram alunas e 1081 mulheres se formaram programadoras. O relatório ainda aponta que a maioria está na faixa de 25 anos, sendo 9% mulheres trans (a partir de 2021) e 69% negras (a partir de 2020).

Conforme demonstram os dados da iniciativa, 80% das formadas foram empregadas em até 6 meses após a finalização do curso, permitindo que as profissionais saltassem de uma média salarial de R$ 917 para R$ 3.212. A maior porcentagem de alunas formadas está no Nordeste (56,5%), seguida pela região Sudeste (35%).

Já o projeto Cloud Girls, que capacita mulheres para o mercado de trabalho, conduziu um estudo que identificou pontos importantes para entender a jornada do público feminino para o meio tecnológico, como a migração de áreas, suas principais dificuldades e as posições ocupadas pelas profissionais atualmente.

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Confira as percepções adquiridas pelo estudo, que contemplou mais de 100 mulheres, a seguir:

  • As entrevistadas afirmam que empresas de tecnologia oferecem melhores ambientes de trabalho, capacitação e possibilidade de carreira;
  • O volume de trabalho e rotinas fora do horário comercial, incluindo madrugadas e finais de semana é um ponto que assusta de primeira;
  • Dentro da comunidade Cloud Girls, apenas 15% são diretoras CEO, CIO e CTO, enquanto 70% estão em cargos de analistas júnior, pleno, sênior, arquitetas e gerente de projetos; e os outros 15% são estudantes, estagiárias e trainees;
  • A maioria chega frustrada com a tecnologia por falta de orientações sobre a jornada para se desenvolver no mercado tecnológico;
  • Grande parte das mulheres migrou de áreas como Administração, Psicologia, Direito, Biblioteconomia e Geologia.

Iniciativas para reduzir a lacuna de gênero na programação

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Conheça algumas das iniciativas que visam tornar o ensino tecnológico mais acessível e oferecem oportunidades para alcançar a equidade de gênero no setor, a seguir;

Reprograma

O Reprograma oferece cursos gratuitos para profissionalização de mulheres em Front-End, Back-end, Imersão JavaScript, além do programa Conectadas, que visa preparar meninas de 14 a 18 anos para o meio tecnológico.

Cloud Girls

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A comunidade Cloud Girls oferece diversos eventos organizados por mulheres que voluntariamente dedicam seu tempo a apoiarem outras profissionais que estão começando na área de programação, através de webinars, encontros pessoais, entre outros eventos.

Instituto It Mídia

O Instituto It Mídia é uma outra iniciativa que visa preparar jovens de baixa renda para a área de programação. A organização sem fins lucrativos concede bolsas integrais através do programa Profissional do Futuro.

Laboratória

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Já a Laboratória é um bootcamp para a formação de desenvolvedoras web exclusivo para o público feminino. O programa é voltado para a geração de empregos e permite que as interessadas realizem o curso sem custos iniciais, de maneira que o pagamento só será realizado se a estudante conseguir um emprego na área.

PretaLab

A PretaLab é uma plataforma que conecta mulheres negras a oportunidades no meio tecnológico através de seus ciclos formativos, rede de profissionais, mercado de trabalho, consultorias e estudos. A organização oferece qualificação técnica gratuita para mulheres negras, indígenas, cis e trans, de todo o Brasil.