Cisco surpreende bolsas de valores com trimestre de finanças aquecidas

Por Redação | 19.05.2016 às 16:46

A Cisco deixou muito investidor apreensivo antes de divulgar o relatório de lucros do último trimestre. Entretanto, de forma geral, os resultados foram bastante positivos, chegando mesmo a superar as expectativas de diversos oráculos de Wall Street – conferindo ainda luz verde para investidores que busquem expandir seus domínios acionários com papeis da multinacional.

De acordo com o referido relatório, a receita da companhia para o terceiro trimestre do atual ano fiscal fechou 3% acima do ano anterior, com US$ 12 bilhões e ações ajustadas em US$ 0,57. Algo próximo das previsões dos analistas, é verdade, que esperavam receita de US$ 11,97 bilhões e reajuste acionário de US$ 0,55.

“Nós tivemos um terceiro trimestre forte, com bom desempenho, apesar do cenário desafiador”, disse o diretor-chefe da Cisco, Chuck Robbins, em discurso preparado para a ocasião. “Eu estou satisfeito com a nossa performance hoje, assim como com o progresso que estamos obtendo conforme levamos o nosso negócio a um formato mais focado em assinaturas, o que nós vamos continuar a aplicar em todo o nosso portfólio.”

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Direções para o quarto trimestre

A Cisco prevê também que os bons ventos devam continuar durante o quarto trimestre. Durante a divulgação do relatório fiscal, a companhia também apontou a meta de alcançar um novo reajuste acionário entre US$ 0,59 e US$ 0,61, projetando-se levemente acima dos US$ 0,58 da aposta de Wall Street para o período.

No que se refere ao “cenário desafiador” afirmado por Robbins, fica claro que não se trata apenas de um recurso retórico. De fato, mesmo a sempre aquecida área voltada às tecnologias de informática tem sentido a desaceleração global de forma bastante evidente.

Além disso, há também um destacado período de incertezas políticas em curso; notadamente, o período de eleições presidenciais dos EUA e a possibilidade cada vez mais próxima de um desligamento do Reino Unido da União Europeia, o que já foi apelidado de “Brexit”.

Estratégias em vários fronts

Conforme apontou o site Silicon Angle, parte dos bons resultados hoje obtidos pela companhia se deve a transformações estratégicas bastante parrudas. “Embora tenha inicialmente resistido a incorporar as redes definidas por software [SDN, na sigla em inglês] e a virtualização das funções da rede [NFV], a Cisco passou agora a abraçá-las rapidamente”, colocou o referido veículo.

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Mas Robbins foi adiante, garantindo que em um futuro próximo todos os produtos para redes da companhia devem ser disponibilizados em software, em um movimento compassado e constante, a fim de atrelar os novos formatos às boas margens e à adoção de novos modelos baseados em assinaturas (naturalmente mais estáveis e previsíveis).

Baixas compensadas

É verdade que nem tudo o que saltou do relatório da Cisco foi inequivocamente azul. Negócios relacionados a switches e roteadores tiveram mais um trimestre em baixa, com quedas de 3% e 5%, respectivamente. A esses dados, entretanto, a companhia reage acenando com seu portfólio naturalmente variado – sobretudo com a linha Unified Computing System (UCS) e com seus data centers, ambos apontados como indicadores de “saúde” da empresa.

De fato, apenas os UCS renderam à Cisco uma receita de US$ 811 milhões durante o terceiro trimestre, com crescimento expressivo de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior. “O nosso portfólio de data centers para a próxima geração está extremamente bem posicionado para atender às expectativas dos nossos consumidores, a despeito de onde eles acomodem suas cargas de trabalho, e permitindo implantações privadas ou híbridas, em nuvem”, disse Robbins durante a referida conferência.

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Ademais, a Cisco também apresentou crescimento em outras áreas promissoras para o futuro, incluindo os setores de segurança e colaboração (com a aplicação Spark), com expansões de 17% e 10%, respectivamente.

Via Silicon Angle