CEO acredita que carros autônomos da Uber gerarão ainda mais empregos

Por Redação | 19 de Agosto de 2016 às 06h22

Engana-se quem pensa que um serviço de transporte de passageiros como o Uber embarcar na onda dos veículos autônomos significará menos empregos no mercado: na verdade, adotar os carros que dispensam motoristas pode gerar ainda mais empregos. Ao menos é o que acredita Travis Kalanick, CEO da companhia dona do aplicativo de caronas mais usado da atualidade.

Na quinta-feira (18), a companhia anunciou a compra da Otto, uma startup que vem desenvolvendo caminhões autônomos, e o cofundador da startup será o chefe da divisão de direção autônoma da Uber. A novidade foi anunciada no mesmo dia em que a companhia revelou que começará um programa piloto de carros semiautônomos ainda este mês nos Estados Unidos.

Mas e os motoristas? Ficarão desempregados? De acordo com o CEO, adotar veículos que dispensam motoristas não significará demitir funcionários. Na verdade, o executivo acredita que isso fará crescer ainda mais as ofertas de emprego neste segmento. Kalanick explica: com tantos carros rodando por aí (o CEO usou a cidade de São Francisco como exemplo, onde há, em média, 30 mil motoristas ativos e a previsão é de que esse número chegue à casa do milhão), a necessidade de manter um auxiliar de condução humano ainda existirá. “E o motivo é que há lugares em que carros autônomos simplesmente não serão capazes de chegar, ou enfrentarão condições que não saberão como lidar”, explicou o executivo. “E mesmo que esses casos sejam uma pequena porcentagem do total, eu posso imaginar um número de 50 mil a 100 mil motoristas humanos a bordo de uma rede de um milhão de veículos”, completou.

Ou seja: em uma realidade em que a Uber crescer muito (muito mesmo) a ponto de oferecer uma frota de um milhão de veículos, cerca de 10% deles precisará de uma pessoa não exatamente para conduzir o carro, mas sim para se atentar a essas questões que o carro “inteligente” não seria capaz de resolver sozinho. “Então eu não acredito que o número de motoristas humanos será reduzido tão cedo. Na verdade, acredito que, em um mundo autônomo, [a oferta de trabalhos] aumentará”, disse Kalanick.

O crescimento da quantidade de carros autônomos por aí também deverá aumentar as ofertas de trabalhos de manutenção de veículos, por exemplo, além de criar funções que atualmente não existem com os carros convencionais. Afinal, todo avanço tecnológico representa o fim para algumas atividades profissionais, ao mesmo tempo em que significa o surgimento de outras áreas de atuação.

Kalanick lembra dos tempos em que, para fazer uma ligação telefônica, era necessário contar com o trabalho de operadores de telefonia para plugar fisicamente os cabos nos lugares certos a cada nova chamada, além do trabalho de telefonistas que faziam o intermédio da ligação, e essas ocupações se extinguiram com o avanço da tecnologia neste segmento. O CEO também traça um paralelo com o surgimento da telefonia móvel, dizendo que “havia centenas ou milhares de pessoas trabalhando na construção de cabines telefônicas públicas, e então os celulares surgiram e criaram uma nova indústria com novos tipos de trabalho.”

Fonte: Business Insider (1) e (2)

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