Banco Central quer criar sistema de saque e troco usando o Pix

Por Felipe Demartini | Editado por Claudio Yuge | 11 de Maio de 2021 às 10h10
Pixabay

O Banco Central quer criar um sistema que vai permitir a realização de saques e recebimento de troco para pagamentos que usem o Pix. A proposta entrou em consulta pública junto à sociedade civil e o mercado nesta segunda-feira (10) e inclui regras para uso das operações, limites e aplicação de tarifas.

O Pix Saque, como o nome já diz, vai permitir que o usuário realize uma transferência digital para um estabelecimento e serviço, recebendo o valor em dinheiro de forma integral. Já o Pix Troco envolve compras ou transferências de montantes acima dos que estão sendo cobrados, com o cliente recebendo a diferença em espécie.

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Segundo a ideia do Banco Central, os usuários poderão realizar quatro retiradas gratuitas por mês, seja nas modalidades Pix Saque ou Pix Troco, com tarifas descontas na conta sendo permitidas apenas depois disso. Além disso, essas operações devem seguir um teto máximo de R$ 500, enquanto os estabelecimentos poderão escolher quais serviços irão ofertar e demais detalhes, como períodos de disponibilidade ou valores múltiplos que facilitem a conversão em espécie, por exemplo.

Segundo o Banco Central, a ideia é aumentar a capilaridade de redes de saque e ampliar a competição entre diferentes empresas do setor financeiro, além de estabelecer regras para a disponibilização de retirada de recursos em espécie. As principais beneficiadas devem ser as instituições que não contam com rede de agências ou parcerias com caixas eletrônicos, que passarão a utilizar a rede de estabelecimentos comerciais para isso.

Mais do que isso, o intuito é difundir a utilização do Pix pelo comércio, já que o Banco Central vê uma adesão mais lenta desse setor em relação ao de pessoas físicas, por exemplo. Por mais que a instituição deseje ver uma redução no uso de papel-moeda, ela reconhece que 77% das transações do varejo ainda é feita com valores em espécie, com as novidades vindo para apoiar essa dinâmica enquanto estabelecimentos comerciais terão mais motivos para adotarem os meios digitais de pagamento.

A ideia do Banco Central é que o novo sistema comece a ser adotado no segundo semestre deste ano. A consulta pública ficará aberta até 9 de junho, com o órgão afirmando que analisará as sugestões recebidas para melhor adequar as modalidades à realidade brasileira.

Fonte: Folha de S.Paulo

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