Após seis anos em queda, mercado de PCs volta a crescer

Por Felipe Demartini | 12 de Julho de 2019 às 12h12

Após seis anos de retração, o mercado de PCs voltou a ter uma leve recuperação no segundo trimestre de 2019. De acordo com os números do Gartner, o aumento no período foi de 1,5%, enquanto a IDC fala em um crescimento de 4,7%. Entre abril e junho deste ano, foram entre 63 milhões e 64,9 milhões de novos computadores enviados às lojas de todo o mundo.

Em ambos os levantamentos, a Lenovo aparece como o maior nome do setor, registrando um market share de 25%. Ela, entretanto, é perseguida de perto pela HP Inc, que tem um market share que varia de 22,2% a 23,7%, de acordo com a estimativa. Aqui, entretanto, há diferenças importantes — a companhia chinesa teve crescimento de 15,9% a 18,2% no período e deve continuar tendo saldo positivo mesmo com a vindoura retração, enquanto a segunda colocada teve um incremento de 2,6% a 3,2%, bem abaixo da rival, que deve continuar a sacramentar sua posição mesmo com um mercado em baixa.

Em terceiro lugar ficou a Dell, com market share de 16,9% (17,9% na estimativa da IDC) e aumento de 2,1% na sua parcela de mercado. Na sequência estão Apple (5,9%), Acer (5,4%) e Asus (4,9%), sendo que as duas últimas apresentaram quedas significativas em relação ao mesmo período de 2018: 14,4% para a Acer e 9,9% para a Asus.

Na visão do Gartner, a aproximação do fim do ciclo de suporte do Windows 7 é o principal responsável pelo incremento no mercado de PCs, com empresas realizando a mudança para o Windows 10 e atualizando suas máquinas e equipamentos. A empresa cita também o fim da baixa no fornecimento de processadores, com os estoques já normalizados e resultando em um fluxo adequado de fabricação de computadores e ampla disponibilidade nas lojas.

A IDC concorda com essa linha de raciocínio, mas aponta que essa atualização nem de longe vai representar o pico de vendas que vimos com o fim do suporte ao Windows XP, por exemplo. A data final está próxima para o Windows 7, sim, mas a Microsoft avisou sobre isso com bastante antecedência. O ciclo de vida expandido termina apenas em janeiro do ano que vem e, com isso, a venda de novos PCs deve se fragmentar ao longo do atual e do próximo trimestre.

Além disso, as duas estimativas concordam que a batalha comercial entre Estados Unidos e China, que ainda não se refletiu nos números do segundo trimestre, já deve mostrar seus reflexos no seguinte. O aumento de tarifas e a dificuldade maior para importar produtos deve levar a um aumento nos preços e menos produtos nas prateleiras, resultando, então, em vendas menores e uma nova retração do mercado.

Fonte: Venture Beat

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