Analistas acreditam que Sony deveria abandonar o mercado de smartphones

Por Rafael Rodrigues da Silva | 26 de Abril de 2019 às 19h08
BRUNO HYPÓLITO / CANALTECH
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Desde que inventou o walkman na década de 1980, a Sony é uma das maiores empresas em diversos segmentos do mercado de eletrônicos, mas parece que ela nunca conseguiu traduzir esse sucesso para o setor de smartphones — e pode ser que a empresa se veja forçada a abandonar de vez esse mercado.

Isso porque, de acordo com informações obtidas pela Reuters em março, Dan Loeb, presidente da Third Point LLC, está levantando um fundo de cerca de US$ 1 bilhão para comprar ações da Sony, tornando-se sócio majoritário da empresa, e poder obrigá-la a tomar decisões que ele acredita que garantirão grandes lucros no futuro.

Segundo a Reuters, Loeb estaria mais interessado nas divisões de semicondutiores e, principalmente, na divisão de cinema da Sony — que também estaria atraindo o interesse da Amazon e da Netflix, mas acredita que uma das primeiras mudanças que seriam efetuadas por Loeb seria a saída da Sony de todo o ramo de telefonia móvel. Isso porque diversos analistas de mercado, como Atual Goyal da Jefferies, acreditam que a melhor coisa para a Sony seria abandonar de vez toda a sua divisão de smartphones.

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Atualmente, o mais recente lançamento da Sony é o Xperia 1, um smartphone com tela de 6,5 polegadas, AMOLED e 4K, com proporção de 21:9, o que tornaria o aparelho perfeito para quem gosta de assistir a filmes e séries no celular. O problema é que o preço salgado (US$ 999,99 na pré-venda pela Amazon) faz com que poucas pessoas se interessem por comprá-lo.

Recentemente, a Nikkei Asian Review publicou uma reportagem que assegurava que a Sony pretendia cortar toda a sua produção de smartphones pela metade em 2020. E, com o anúncio feito pela empresa nesta sexta-feira (26) de que ela já havia abandonado todos os mercados na América Latina — inclusive no Brasil — e no Oriente Médio, é certo que a divisão de smartphones da empresa não é uma que está em crescimento. E, caso Loeb consiga completar sua manobra, ela pode sumir mais cedo do que nós imaginamos, ou até mesmo do que os atuais executivos da empresa gostariam.

Fonte: Phone Arena

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