Tatuagem eletrônica monitora saúde e injeta remédios

Por Redação | 01 de Abril de 2014 às 08h31

Pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, desenvolveram um dispositivo tão fino quanto uma tatuagem temporária que é capaz de armazenar e enviar dados sobre a movimentação de uma pessoa, diagnosticar seu estado de saúde e até injetar medicação. Esse é o primeiro aparelho desse tipo que combina tratamento e monitoramento, de acordo com a revista Nature, e poderia beneficiar pacientes com doenças como Mal de Parkinson e Epilepsia.

O dispositivo foi montado a partir de camadas de nanomateriais que foram implantadas em um material que imita a maciez e flexibilidade da pele. O resultado foi um adesivo com 0,3 milímetros de espessura, 4 centímetros de comprimento e 2 centímetros de largura equipado com sensores de movimento, microaquecedores e medicamentos.

A novidade em relação a tentativas anteriores, no entanto, é que a "tatuagem digital" (como o dispositivo vem sendo chamado) também possui memória RAM, o que permite armazenar informações localmente. Isso requer que ele permaneça conectado a uma fonte de energia e um transmissor de dados, ambos os quais devem ser desenvolvidos com materiais flexíveis antes que um protótipo possa ser aplicado em pacientes. Apesar de alguns componentes já estarem disponíveis - como baterias de lítio e etiquetas de identificação por radiofrequência - Nanshu Lu, co-autora do projeto, considera esses materiais muito rígidos para um dispositivo que procura ser tão macio quanto a pele.

Outra melhoria que ainda precisa ser feita é sobre a questão da transmissão de dados que, além de precisar ter seu sinal ampliado, devem ser convertidos em um formato digital que possa ser lido. "É um sistema complicado para integrar em um pedaço de material de tatuagem", diz Lu. Para a pesquisadora, a tecnologia ainda está longe de chegar ao mercado.

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