Sony estaria contra-atacando hackers que invadiram sistema e roubaram dados

Por Redação | 11.12.2014 às 17:48

Tudo indica que a Sony adotou uma esratégia bastante agressiva após sofrer um ataque hacker que vazou milhares de documentos confidenciais e até filmes inteiros da empresa, no final de novembro. De acordo com o site Re/code, os hackers que invadiram o sistema estão sendo contra-atacados pela companhia, com o objetivo de reduzir os danos causados e, possivelmente, identificar os responsáveis.

O portal afirma que a gigante japonesa está usando centenas de computadores localizados na Ásia para realizar ataques de negação de serviço, os famosos DDoS. Esses ataques estariam sendo redirecionados para sites que estejam disponibilizando os arquivos roubados dos servidores da Sony Pictures, a divisão mais atingida pelo vazamento. Além disso, algo semelhante estaria acontecendo nos sites que abrigam torrents com os longa-metragens vazados – neste caso, a velocidade de download e o acesso a esses filmes teriam sido comprometidos pelo contra-ataque da Sony.

Segundo duas fontes familiarizadas com o assunto, estão sendo usados data centers do Amazon Web Services, a plataforma de nuvem da Amazon, que opera servidores em Tóquio e Cingapura. No entanto, em comunicado ao Re/code, a companhia negou envolvimento na suposta ação da Sony, destacando que o "Amazon Web Services utiliza diversas técnicas automatizadas de detecção e mitigação para prevenir o uso indevido dos serviços". "Nos casos em que o uso indevido não é detectado e bloqueado pelas medidas automatizadas, fazemos todo o processo manualmente assim que tomarmos conhecimento de qualquer uso indevido", completou.

Um grupo de hackers que se autodenomina "Guardians of Peace" afirma ter roubado cerca de 100 terabytes de dados confidenciais da Sony Pictures, incluindo informações financeiras, orçamentos, dados de folhas de pagamentos, e-mails internos entre executivos e filmes inteiros que estão sendo divulgados aos poucos em sites de compartilhamento de arquivos públicos.

Por enquanto, ainda não se sabe quem são os responsáveis pelos ataques contra a Sony, embora autoridades acreditem que a Coreia do Norte esteja envolvida no caso devido ao filme "A Entrevista", que retrata uma tentativa de assassinato do líder norte-coreano Kim Jong-un. O país nega estar por trás da invasão que atingiu a companhia japonesa, mas classificou o longa como um "ato de guerra" e uma clara "propaganda terrorista".

A Sony também não divulgou detalhes sobre como está lidando com a situação. O FBI e o Departamento de Estado americano estão investigando o caso. Com os ciberataques, a empresa pode perder aproximadamente US$ 100 milhões.