Sony Pictures: novos vazamentos revelam dados de atores e ex-funcionários

Por Redação | 09 de Dezembro de 2014 às 10h51

Uma nova leva de arquivos vazados dos computadores da Sony Pictures surgiu na internet nesta semana e vêm sendo compartilhado em fóruns anônimos e sites de torrent. Agora, os arquivos liberados contêm os dados pessoais de quase 50 mil empregados ou ex-funcionários da produtora estão disponíveis na internet, incluindo os de alguns atores.

No caso dos intérpretes, os dados liberados trazem apenas números de telefone e nomes falsos que eles utilizam para terem privacidade em viagens por voos comerciais ou hospedagem em hotéis. A liberação trará inconvenientes ainda maiores aos funcionários da produtora que tiveram seus endereços, números de identidade e até mesmo salário anual liberados na rede.

Outras informações confidenciais da empresa também estão disponíveis ao público. É o caso, por exemplo, de uma série de processos em andamento na justiça americana, muitos que corriam em segredo; pesquisas de popularidade regionais sobre cineastas e atores, que ajudavam a decidir datas de lançamento de acordo com a preferência dos consumidores de cada país; e contatos de fornecedores, que vão desde adestradores de cães até empresas que alugam carros ou barcos para produções de Hollywood.

O vazamento da vez não trouxe à tona novos filmes da Sony Pictures, mas revelou roteiros de projetos engavetados ou que ainda não foram lançados. É o caso, por exemplo, das comédias “Segurança de Shopping 2”, “The Wedding Ringer” e do filme de animação “Sausage Party”, estrelado por James Franco e que só chega aos cinemas em 2016.

O ataque hacker e a liberação de arquivos confidenciais na rede têm feito com que os funcionários afetados pelo problema critiquem duramente o estúdio. Segundo reportagem do Wall Street Journal, muitos acreditam que a empresa não tomou as medidas de segurança necessárias para proteger as próprias informações e, agora, os dados pessoais de todos estão disponíveis na internet.

Entre as acusações feitas, principalmente, por ex-funcionários, está o fato de que o departamento de recursos humanos da Sony Pictures não tem respondido aos pedidos de informação daqueles que tiveram suas informações vazadas. Além disso, a situação interna também não estaria tranquila, já que, até agora, duas semanas depois dos ataques, muitos dos atuais empregados do estúdio ainda não conseguem trabalhar devido a uma decisão da empresa de substituir praticamente toda a sua infraestrutura, desde servidores até computadores comuns.

Conexão Coreia

A Entrevista

O ataque e a onda de vazamentos estariam ligados ao lançamento do filme “A Entrevista”, no qual Seth Rogen e James Franco interpretam dois jornalistas que são enviados pela CIA à Coreia do Norte para assassinar Kim Jong-Un. Os responsáveis pelo ataque, um grupo hacker chamado Guardians of Peace, afirmou em carta aberta que, caso a Sony cancele o lançamento do longa “terrorista e capaz de causar uma guerra”, a liberação de dados pode ser interrompida.

Inicialmente, acreditava-se que os hackers estariam operando na China, mas a serviço do governo norte-coreano - ideia que foi refutada oficialmente pelas autoridades do país. Por outro lado, um porta-voz oficial da capital Pyongyang já criticou abertamente “A Entrevista”, categorizando o longa como um “ato de guerra” e uma clara “propaganda terrorista”.

A Sony Pictures tem se mantido silêncio em relação às investigações sobre o caso, com boa parte das informações disponíveis para o público vindo de fontes não-oficiais ou a partir dos próprios hackers. O FBI e o Departamento de Estado americano estão investigando o caso.

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