Político quer proibir Tim Cook de visitar a Rússia

Por Redação | 31.10.2014 às 12:26

A notícia de que Tim Cook, o atual CEO da Apple, é gay está causando mais impacto e discussões do que deveria. Em meio a toda a conversa sobre o assunto, o russo Vitaly Milonov declarou à imprensa que deseja banir o executivo do país para sempre, já que caso volte a visitá-lo, ele pode trazer consigo doenças incuráveis como a AIDS e o Ebola.

O político é um dos principais partidários das leis homofóbicas na nação europeia. É dele, por exemplo, a autoria de leis que poderiam levar à prisão de gays e motivaram uma onda de violência de grupos extremistas contra as minorias. Além disso, ele ameaçou mandar encarcerar atletas gays durante os jogos de Inverno de Sochi, que aconteceram neste ano.

Como cita o Cult of Mac, não dá para levar a sério as palavras do Milonov e seus pedidos são quase impossíveis de serem atendidos. Não é como se a Rússia fosse um país livre do vírus da AIDS e também da gonorreia, outra doença que o político disse que Cook poderia levar para o território caso voltasse lá.

Mas, mais do que isso, trata-se de uma região importante para a Apple, constituindo um dos grandes mercados europeus para iPhones e iPads. Sendo assim, o governo dificilmente agiria a favor de Milonov. O que não quer dizer que Cook vá, efetivamente, visitar a Rússia novamente, já que ao “sair do armário”, o CEO queria justamente se posicionar contra esse tipo de coisa. Ele ainda não se pronunciou sobre as declarações do político.

A notícia foi divulgada nesta quinta-feira (30), com o executivo afirmando ter "orgulho de ser gay" e considerando esta uma das maiores dádivas de Deus a ele. Além disso, a postura reflete uma posição de abertura e igualdade que é propagada pela própria Apple, que afirma não fazer distinções de gênero, raça ou nacionalidade para nenhum de seus funcionários.