Google Chrome aumenta em 25% o gasto de energia em laptops com Windows

Por Redação | 17.07.2014 às 09:50

Se você usa o Google Chrome no seu laptop com sistema operacional Windows, independentemente da versão, pode estar gastando uma quantidade muito superior de energia sem ter percebido. O bug relatado pela Forbes reduz drasticamente a vida da bateria e pode deixar o computador mais lento.

O tal bug está relacionado com o chamado “system clock tick rate”, ou o tempo de atualização do clock do navegador e do sistema operacional que estão em descompasso.

Parece complicado, mas traduzindo para a "linguagem de seres humanos", é o seguinte: no Windows, os eventos são programados para serem executados com um determinado intervalo de tempo e, para economizar energia, o processador “dorme” e acorda nesses intervalos pré-definidos. No Chrome instalado no Windows, esse intervalo não "bate" com os do sistema operacional.e o processador precisa "acordar" mais vezes dentro de um mesmo período.

Em outros navegadores, a taxa pode até chegar nesse mesmo nível do Chrome quando estão rodando aplicações mais pesadas como, por exemplo, um vídeo no YouTube. Mas eles voltam ao normal após fechar a aba. No caso do Chrome isso não ocorre e a taxa é sempre a mesma, mesmo se você deixar o navegador aberto em um site que não exigiria esse consumo de energia.

Muitas pessoas deixam o navegador aberto o tempo todo e isso pode estar causando este consumo excessivo de energia. O colaborador da Forbes fez um teste com um PC desktop. Segundo ele, o consumo de energia era de 15 a 20 Watts com o Chrome rodando e ficou entre 12 e 15 Watts com o navegador fechado. Pode parecer uma pouco, mas no laptop esses valores fazem bastante diferença na vida útil da bateria.

Outro destaque é que o problema não acontece em máquinas Macs ou Linux, que usam um sistema de “timers tickless”. O consumo excessivo também não acontece com outros navegadores como o Internet Explorer e o Firefox, sendo um mal resultante da união exata entre Chrome e Windows.

O problema, além do gasto de energia, é que o Google não parece muito preocupado em resolver o problema. O primeiro relatório apontando o bug é datado de 2010 e quatro anos depois, nenhuma mudança foi feita.

Segundo a Forbes, uma solução é que mais usuários do Chrome questionem o problema para que a empresa tenha mais pressa em solucioná-lo. Outra possibilidade seria substituir o Chrome por navegadores que não apresentam essa alta taxa de inicialização, como o Internet Explorer e o Firefox. No entanto, poucos usuários podem estar dispostos a perder a praticidade oferecida pelo navegador do Google, que é o segundo mais usado no mundo.