CEO da Motorola não descarta lançar smartphone de US$ 50

Por Redação | 23.01.2014 às 15:43
photo_camera BRUNO HYPOLITO / CANALTECH

A Motorola voltou com força total ao mercado de smartphones com o lançamento de seus dois últimos aparelhos, o Moto X e o Moto G. Este último, voltado para países emergentes, se mostrou um concorrente de peso até para celulares topo de linha, já que reúne características de aparelhos mais caros por um preço competitivo.

No que depender da empresa, essa estratégia vai continuar. Isso porque Dennis Woodside, CEO da companhia, comentou em uma entrevista ao site Trusted Reviews que está nos planos da Motorola lançar um smartphone ainda mais barato que o Moto G. Woodside pontuou que US$ 179, preço praticado pelo Moto G nos Estados Unidos, ainda não é o mais acessível em vários países do mundo. Dessa forma, faz todo sentido a empresa ter em mente produzir um dispositivo mais em conta.

"Em boa parte do mundo, US$ 179 é muito dinheiro, e por isso existe um grande mercado que opta por um preço inferior. Estamos de olho nisso e chegar a esse valor é uma promessa super importante. Quero dizer, por que esses dispositivos não podem custar US$ 50? Não há nenhum motivo para que isso deixe de acontecer, então vamos fazer isso acontecer", disse Woodside.

O executivo também comentou algumas opções de customização dos aparelhos de alto desempenho. "No nosso segmento de aparelhos premium, estamos focando no aspecto da personalização. Hoje temos várias cores e diferentes materiais, mas você não tem o tamanho do visor e as funcionalidades para modificar. Vamos trazer isso no próximo ano", afirmou.

Não está claro o que Woodside quis dizer com essa "personalização". A Motorola possui a Moto Maker, uma loja que permite alterar as cores do aparelho, incluindo parte da frente, traseira, botões, detalhes ao redor da câmera traseira e ainda escolher opções de armazenamento interno de 16 GB e 32 GB.

Também vale lembrar que a empresa está desenvolvendo atualmente um projeto conhecido como "Ara". Produzido em parceria com a Phonebloks, o conceito trabalha com smartphones modulares que permitem trocar todas as peças do dispositivo em uma única base. A ideia é que, em vez do usuário comprar um celular novo, ele adquire apenas os componentes que precisem de upgrade – como suporte à conectividade 4G, câmera com maior resolução, processador e outros materiais.