Baixas vendas fazem IBM registrar queda de 21% nos lucros

Por Redação | 17 de Abril de 2014 às 13h57
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A dificuldade no segmento de servidores e sistemas de armazenamento levou a IBM a registrar uma queda de 21% em seus lucros no primeiro trimestre de 2014. Segundo os números divulgados nesta quinta-feira (17), a empresa obteve ganhos totais de US$ 2,38 bilhões, ou US$ 2,29 por ação, um resultado bem abaixo do registrado no ano passado e que decepcionou analistas e investidores.

A expectativa era de ganhos na casa dos US$ 2,54 milhões e um valor de US$ 2,54 por cada ação da companhia. No total, eram esperados US$ 22,91 bilhões em faturamento de vendas, mas a companhia obteve US$ 22,5 bilhões, alegando que o declínio de seu segmento de hardware foi o principal responsável pela redução.

Os resultados, apesar de negativos, já eram esperados pela empresa. Como mostra o site ZDNet, o CFO Martin Schroeder ressaltou que a venda de boa parte de seus negócios de hardware para a Lenovo fazem parte do esforço para mudar tais resultados, otimizando a operação da companhia e permitindo que ela foque de maneira melhor em produtos que realmente ainda fazem sucesso entre os clientes.

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Esse processo de reorganização também foi lembrado como parte importante dessa diminuição nos lucros, já que a companhia gastou US$ 870 milhões em demissões de funcionários e reestruturações internas. Com exceção do segmento de software, que apresentou crescimento de 5%, todos os outros setores da IBM estagnaram no período.

A IBM registrou queda de 11% na receita dos BRICS no 1º trimestre de 2014, mas os resultados da IBM Brasil, isoladamente, continuam crescendo ano a ano, reflexo do foco da companhia nas áreas de Cloud, Analytics, Social Business e Mobile. Na América do Norte a queda foi de 4%, enquanto na Ásia, foi de 12%. Na Europa a companhia apresentou expansão e, na somatória da região com a África e o Oriente Médio, o aumento foi de 4%.

Agora, a companhia foca na conclusão do processo de aquisição de seu negócio de servidores pela Lenovo e pretende investir em tecnologias de computação na nuvem. A tendência foi um dos destaques do relatório financeiro, pois apresentou crescimento de 50% e ultrapassou todas as previsões feitas pelos executivos da empresa.

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