Amazon abrirá sua primeira loja física na cidade de Nova Iorque, nos EUA

Por Redação | 09 de Outubro de 2014 às 17h48

A Amazon não cansa de expandir seus negócios. Após estender seus tentáculos e fincar seus pés definitivamente no mercado brasileiro, agora a varejista norte-americana deixará de atuar apenas na internet e terá sua própria loja física.

Segundo informações obtidas pelo Wall Street Journal, o estabelecimento abrirá suas portas na movimentada ilha de Manhattan, na cidade de Nova Iorque, EUA, a tempo da temporada de compras de fim de ano. Ao que parece, a decisão funcionará como um piloto para que a norte-americana possa medir como se relaciona "corpo a corpo" com seus clientes e tentar acabar de uma vez por todas com uma das principais lacunas do seu atual modelo de negócios, que não consegue atender ao imediatismo dos consumidores.

Ainda não se sabe ao certo como a loja funcionará, mas Matt Nemer, um analista da Wells Fargo, aposta que as coisas ainda dependerão da infraestrutura online do site da Amazon. Segundo o Nemer, os clientes ainda precisarão fazer seus pedidos online, mas poderão optar pela opção de entrega no mesmo dia ou retirar a encomenda diretamente na loja. "A Amazon quer ser o centro de tudo isso", declarou o analista.

O famoso jornal norte-americano vai além e arrisca que a loja também funcionará como um espaço de exibição do inventário da empresa. Neste aspecto, produtos da marca como Kindle, Fire Phone e Fire TV receberiam um tratamento especial e estariam no centro das atenções. Fora isso, tudo leva a crer que o local serviria como um pequeno depósito com uma quantidade limitada de itens, possivelmente os mais pedidos, que poderão ser despachados imediatamente para os consumidores da região.

Ao contrário do que se pode pensar, são poucas as chances da loja funcionar como uma livraria tradicional. Ao invés disso, estratégia da varejista seria utilizá-la como centro de despacho de pedidos marcados para entrega no mesmo dia e como ponto de retirada e devolução de mercadorias

Ao contrário do que se pode pensar, são poucas as chances da loja funcionar como uma livraria tradicional. Ao invés disso, estratégia da varejista seria utilizá-la como centro de despacho de pedidos marcados para entrega no mesmo dia e como ponto de retirada e devolução de mercadorias (Imagem: Reprodução)

Uma outra questão que está sendo levada em consideração e pode estar pesando na decisão de não tornar a loja uma livraria como de fato conhecemos diz respeito a trabalhadores e pagamento de salários. Historicamente, a Amazon é conhecida por trabalhar com um quadro de funcionários extremamente enxuto para cortar ao máximo despesas oriundas de contratações, salários e direitos trabalhistas. Dessa forma, quanto mais ralo for o corpo funcional da empresa, mais se pode trabalhar com uma pequena faixa de lucro e, portanto, oferecer preços abaixo dos da concorrência.

Justamente por essa questão, a fonte do Wall Street Journal fez questão de afirmar que tudo não passará de um experimento e são grandes as chances de que nada dê certo. Se as coisas saírem bem, no entanto, a loja servirá de modelo para que a varejista lance outros empreendimentos do tipo em outras localidades dos Estados Unidos e até mesmo de outros países.

Essa não é a primeira tentativa da Amazon em dar uma cara à sua marca no mundo real. Há alguns anos a empresa sondou diversos corretores imobiliários da região de Seattle em busca de um local para abrir uma loja física, mas acabou desistindo da ideia. Depois disso, fechou um acordo para criar espaços de venda personalizados com a marca e seu e-reader, o Kindle, nas lojas das redes Walmart e Target. O acordo até chegou a caminhar, mas logo azedou porque as companhias enxergaram na varejista uma potencial ameaça ao setor.

Localização escolhida pela varejista abriga lojas de várias marcas famosas, como Macy's e Foot Locker. Graças à proximidade com o Empire State Building, estabelecimentos chegam a receber até 20 milhões de visitantes todos os anos.

Agora, no entanto, a informação parece ser bastante sólida e o alto escalão parece decidido a seguir adiante. De acordo com as informações obtidas, a loja já teria não só uma cidade para iniciar suas operações, mas também um endereço: a 34ª Avenida, praticamente na esquina com o famoso Empire State Building. Os estabelecimentos daquela região, inclusive, têm áreas propícias para carregamento e descarregamento nos fundos, o que ajudaria no vai-e-vem de mercadorias.

Além disso, o local é considerado por Chase Welles, vice-presidente executivo da imobiliária SCG Retail, como "estratégico". Segundo ele, lojas da região recebem, em média, 20 milhões de visitantes todos os anos graças ao icônico prédio que voltou a ser um dos principais cartões postais da cidade após a tragédia do World Trade Center em 2001.

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