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Vulcão havaiano Kīlauea continua expelindo muita lava e gases tóxicos

Por  • Editado por  Patricia Gnipper  | 

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No fim de setembro, o vulcão Kilauea, no Parque Nacional de Vulcões do Havaí, entrou em erupção e segue oferecendo ótimas oportunidades para os geocientistas acompanharem eventos alguns fenômenos de pertinho — como “fontes” de lava expelida, uma espécie de neblina formada por enxofre, um grande lago de lava, formado pelo fluxo vindo de uma abertura na parede da cratera Halema'uma'u.

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Este é o vulcão mais ativo do Havaí e, desde o dia 8 de outubro, um volume total de cerca de 4,2 bilhões de galões de lava já fluiu para fora do Kilauea. Se essa quantidade já parece surpreendente, considere também que a erupção está liberando altos níveis de gases vulcânicos, formados principalmente por vapor d’água, dióxido de carbono e de enxofre. Conforme o enxofre é liberado, ele reage com a atmosfera e cria uma espécie de “neblina vulcânica”. 

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Essa neblina já foi observada nos arredores de lá e, como pode ser levada pelo vento, é uma ameaça a moradores, plantações e criações de gado. Outra característica perigosa da erupção é o chamado “cabelo de Pele”, fenômeno de nome inspirado na deusa havaiana dos vulcões e criadora da ilha. Trata-se de uma espécie de fragmentos de vidro vulcânico vindos do vidro de basalto derretido e esticado, que podem ser encontrados a algumas centenas de metros do vulcão. Esses “cabelos” são bastante quebradiços e, por isso, precisam ser manuseados com luvas.

Além disso, o Hawaiian Volcano Observatory recomenda que os moradores evitem a exposição a partículas liberadas pelo vulcão, que são nocivas e podem causar irritação na pele e nos olhos. Por essas e outras, o Kīlauea pode ser considerado o vulcão mais “rebelde” em meio aos seus outros irmãos ativos. Ele tem mais de 1 km de altitude e, quando entra em erupção, pode liberar magma vindo de quase 60 km abaixo da superfície da Terra. Nos últimos 70 anos, o Kīlauea teve mais de uma dúzia de erupções, sendo que a delas ocorreu em dezembro de 2020 e se estendeu até maio de 2021.

Fonte: Pop Sci, USGS