Temporada de furacões no Atlântico será ainda mais intensa neste ano

Temporada de furacões no Atlântico será ainda mais intensa neste ano

Por Wyllian Torres | Editado por Patrícia Gnipper | 05 de Agosto de 2021 às 23h15
NOAA

A temporada desse ano de furacões no Atlântico, que começou no início de junho, será ainda mais intensa do que apontaram as previsões anteriores. Nesta quarta-feira (4), a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) dos EUA, informou que a presença de condições atmosféricas e oceânicas favorecem a atividade de tempestades acima da média prevista.

De acordo com a NOAA, um desses fatores é a crescente possibilidade de uma La Niña emergente. O fenômeno é caracterizado por empurrar as águas quentes do Pacífico em direção à Ásia, trazendo as águas mais frias para a superfície da costa oeste da América do Norte. Uma La Ninã dominante em meio as águas frias ao redor do Pacífico equatorial é a combinação ideal para uma temporada de furacões mais severa, confome aponta Matthew Rosencrans, chefe de previsão de furacões sazonais do Centro de Previsão do Clima da NOAA.

(Imagem: Reprodução/NOAA)

A NOAA estima, para esta temporada, entre 15 a 21 tempestades — a previsão anterior, divulgada em maio deste ano, estimava entre 13 a 20 tempestades. Desse total, 7 a 10 ganharão força suficiente para se tornarem um furacão. Já a quantidade de furacões de categoria 3 ou mais, considerados grandes furacões com ventos de até 178 km/h, permanece a mesma: algo entre três a cinco. "Dado o aumento no número previsto de tempestades e furacões nomeados, há agora 65% de chance de uma temporada acima do normal e 25% de chance de uma temporada quase normal, com 10% de chance de uma temporada abaixo do normal", acrescenta Rosencrans.

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Ainda no início, a temporada de furacões deste ano já quebrou recordes com suas cinco tempestades formadas. A mais recente é o furacão Elsa que atingiu a Flórida em 7 de julho e, segundo Rosencrans, foi a primeira a se formar no Atlântico. Até agora, a atividade registrada nessa temporada não dá sinais de desaceleração com o passar dos meses — o pico de furacões costuma ser entre meados de agosto a outubro.

Furacão Elsa registrado enquanto avançava sobre a Flórida no último dia 6 de julho (Imagem: Reprodução/NOAA)

Os furacões não se limitam apenas a ventos prejudicais, reforça Rosencrans, mas também a tempestades perigosas e poderosas chuvas que causam grandes desastres, como inundações. “Independentemente da atividade prevista, basta uma tempestade para ter impactos catastróficos nas vidas e nas comunidades", conclui.

Fonte: Space.com, NOAA

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