Quantidade de resíduos de plástico aumenta drasticamente por causa da pandemia

Por Nathan Vieira | 04 de Maio de 2020 às 17h25
Pexels

Com as pessoas em suas respectivas casas durante essa pandemia que tem preocupado a população, é válido notar que a população diminuiu muito. É muito provável que você já notou ou ouviu falar que desde que o isolamento social teve início, o ar e a água do planeta ficaram mais limpos. No entanto, quando pensamos nisso, acabamos deixando de lado uma questão que também é muito importante: os resíduos de plásticos.

Acontece que muitos equipamentos de proteção individual e outros itens médicos, como máscaras e luvas, são de plástico. Grande parte deles está sendo descartada sem cuidado algum. Alguns membros da indústria de plástico estão aproveitando o medo e a incerteza em torno da pandemia para empurrar retrocessos de medidas ambientais conquistadas com muito esforço para reduzir a poluição por plásticos. 

Os resultados de um experimento publicado recentemente no The New England Journal of Medicine indicam que o coronavírus pode realmente persistir mais tempo nos plásticos do que em outros materiais. Os pesquisadores descobriram dados que mostram que o SARS-CoV-2 era mais estável em plástico e aço inoxidável do que em cobre e papelão, e vírus ​​foram detectados até 72 horas após a aplicação nessas superfícies, o que sugere, por exemplo, que os sacos de papel podem ser menos arriscados que os de plástico.

Quantidade de resíduos de plástico aumenta drasticamente por causa da pandemia

Cientistas da Ocean Conservancy temem que, se as reversões temporárias às proibições de plástico se tornarem permanentes, isso poderá prejudicar os esforços para reduzir o uso de plásticos de uso único e aumentar a poluição do plástico nos oceanos daqui para frente. Segundo a organização sem fins lucrativos, as sacolas plásticas são devastadoras para o oceano. Eles estão sempre entre os 10 principais itens coletados por voluntários na Limpeza Costeira Internacional anual da Ocean Conservancy. Eles também estão entre as formas mais mortais de detritos marinhos e podem persistir por décadas ou mais no meio ambiente.

Embora plásticos como luvas, máscaras e outros equipamentos médicos sejam importantes para proteger os trabalhadores da linha de frente, essa pandemia é um lembrete da quantidade de resíduos que produzimos e de como os gerenciamos ou administramos mal. De qualquer forma, proteja-se. E se puder, fique em casa.

Fonte: Forbes, The New England Journal of Medicine, Ocean Conservancy

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.