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"Mar silencioso" da COVID-19 permite entender melhor a poluição sonora marítima

Por| 27 de Abril de 2020 às 22h30

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O isolamento social e a queda de negociações entre países pode ter um impacto positivo nos oceanos. Pela primeira vez em muitos anos, pesquisadores conseguem saber como se comportam mamíferos marinhos diante de um mar mais silencioso.

Especialistas da Dalhousie University, no Canadá, registraram um trabalho acadêmico mostrando redução da poluição sonora em alto-mar. Eles pesquisam o impacto de sons em baixa frequência associados à movimentação de barcos.

Em comparação com janeiro, houve queda entre 4 a 5 decibéis na intensidade sonora registrada tanto em regiões próximas e distantes de portos canadenses. Segundo os pesquisadores, a redução de importações e importações do país caiu 20% também no mesmo período.

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Este é um momento considerado especial para estudiosos do setor. Há anos, eles não tinham um ambiente que permitisse ouvir baleias e outros mamíferos com a qualidade que se tem agora.

“Temos a oportunidade de ouvir e esta oportunidade não deve aparecer novamente em nossa era”, conta Michelle Fournet, pesquisadores da Cornell University, do Alasca. Segundo a pesquisadora, o cenário que se tem agora só foi visto no 11 de setembro, quando os Estados Unidos reduziram a mobilidade na região. Na época, pesquisadores concluíram estudos sobre nível de estresse de baleias associados à poluição sonora na região.

Cientistas analisam dados no isolamento

Apesar da oportunidade, muitos dos pesquisadores não conseguem, no momento, continuar suas atividades por conta do isolamento social. Contudo, parte deles ainda mantém equipamentos registrando dados em todo mundo.

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No Reino Unido, o Centre for Environment, Fisheries and Aquaculture Science (Cefas), centro que aglomera dados marítimos manteve sistemas em funcionamento. A instituição registra movimentação em quatro locais próximos ao norte da Europa. “Estamos bem ansiosos para ver o que nossos registrou estão dizendo”, aponta Nathan Merchant, especialista britânico que coordena o centro.

Atualmente, a instituição no Canadá e no Reino Unido participam de uma união internacional para estudar o silenciamento das águas em todo mundo. “Estamos vendo como o novo coronavírus está afetando o ruído no oceano submerso pela Europa. Então este trabalho canadense deve ser o primeiro de muitos”, conta Merchant.

Fonte: The Guardian