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Estudo aponta que a Terra caminha para ter 3 graus de aquecimento

Por| Editado por Patricia Gnipper | 25 de Abril de 2023 às 11h54

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bilanol/Envato
bilanol/Envato

Um novo estudo indica que, embora a humanidade esteja lentamente abandonando o carvão como fonte de energia, a tendência de redução não é suficiente para atingir as metas climáticas do Acordo de Paris. Ao invés de manter o aumento da temperatura global abaixo dos 1,5 ºC desde os níveis pré-industriais, o planeta se encaminha para um aquecimento de 3ºC.

Sendo combustível fóssil com maior carga de dióxido de carbono, o carvão é um grande contribuinte para o aquecimento global. Dos 15 bilhões de toneladas de CO2 emitidos anualmente, cerca de 40% vêm dessa fonte. Embora diversos países já estejam tomando medidas para diminuir o consumo desse recurso, o ritmo em que as mudanças estão acontecendo não vem sendo acelerado o bastante.

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É o que indica o artigo publicado por pesquisadores europeus na revista Environmental Research Letters — reforçando outros estudos que também alertavam que a humanidade não está agindo com a urgência necessária. Aleh Cherp, cientista ambiental da Universidade de Lund, na Suécia, afirma que “infelizmente o comprometimento [dos países] não tem sido forte o suficiente. “Para termos uma chance realista de alcançar a meta de 2 ºC, a transição do carvão precisa acontecer mais rapidamente, e países que dependem de outros combustíveis fósseis também precisam aumentar sua taxa de transição.”

Os pesquisadores analisaram, para chegar a esse resultado, os planos de transição de 72 países que almejam abandonar o carvão como fonte de energia até 2050. Segundo eles, ainda é possível que a humanidade alcance seu objetivo, mas é necessário que China e Índia comecem a transacionar sua matriz energética dentro de cinco anos. Além disso, é preciso que estes países sejam tão ágeis quanto o Reino Unido e tenham metas tão ambiciosas quanto a Alemanha.

Muitos culpados

Apesar das conclusões apontarem China e Índia como os dois países que mais precisam se mobilizar para frear as emissões pela queima de carvão, dezenas de países estão abaixo do desejado neste sentido. Na verdade, um relatório de 2021 indica que a Gâmbia é a única nação que está cumprindo suas metas.

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O ano de 2022 ainda contou com fatores geopolíticos desfavoráveis nesse sentido, com a guerra entre Ucrânia e Rússia afetando a distribuição do gás natural deste último, país que é o maior exportador do recurso. Com isso, muitos países recorreram ao carvão para suprir suas demandas.

Historicamente, diversas nações resistiram a deixar o carvão de lado por seu baixo custo, mas as mudanças climáticas vêm deixando cada vez mais claro que — mesmo no sentido econômico — os prejuízos deixados por essa fonte não valem a pena.

Fonte: Environmental Research Letters via: Science Alert