Este galo foi decapitado, "zumbizou" por 18 meses e morreu... engasgado

Este galo foi decapitado, "zumbizou" por 18 meses e morreu... engasgado

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 26 de Setembro de 2021 às 12h00
twenty20photos/Envato

Neste mês de setembro, um caso inusitado para a ciência completa seus 76 anos: em 1945, Lloyd Olsen e sua esposa Clara estavam matando galinhas em sua fazenda em Colorado (EUA), mas uma das aves simplesmente se recusou a morrer. Apelidado de Mike Milagroso, o galo em questão sobreviveu nada menos que 18 meses... sem a cabeça.

A notícia sobre o galo sem cabeça se espalhou na época, e foi parar no jornal local. Pouco tempo depois, os fazendeiros levaram o galo para Salt Lake City, no estado de Utah, onde pesquisadores da Universidade de Utah fizeram vários exames com Mike e, inclusive, removeram as cabeças de várias galinhas e galos para averiguar se elas também conseguiriam sobreviver. No entanto, nenhuma delas demonstrou a resistência de Mike. O galo viveu até 1947, quando morreu. Engasgado.

Durante a vida, os fazendeiros alimentavam o famoso galo com comidas líquidas e água. Para isso, utilizavam um conta-gotas e pingavam o conteúdo direto no esôfago do galo. Além disso, o casal retirava o muco da garganta da ave com uma seringa.

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(Imagem: twenty20photos/Envato)

Especialistas observam que quando um ser humano perde a cabeça, logicamente perde o cérebro, mas para um galo, a questão não é bem assim, uma vez que há pouca quantidade de cérebro localizada na parte frontal da cabeça desse tipo de ave, e pelo menos 80% da massa do cérebro permanece no corpo. Logo, quando um galo é decapitado, o cérebro fica desconectado do resto do corpo, mas por um curto período de tempo, os circuitos da medula espinhal ainda têm um restante de oxigênio que mantém o bicho vivo. No caso de Mike Milagroso, a quantidade restante em sua medula foi suficiente para deixá-lo sobreviver até o dia do acidente.

Fonte: BBC

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