Desmatamento na Amazônia aumentou 22% em 1 ano, segundo dados do Inpe

Desmatamento na Amazônia aumentou 22% em 1 ano, segundo dados do Inpe

Por Danielle Cassita | Editado por Patrícia Gnipper | 19 de Novembro de 2021 às 15h48
Unplash/Matt Palmer

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelou que a taxa de desmatamento na Amazônia atingiu o nível mais alto em um intervalo de 15 anos. De acordo com o instituto, a taxa de desmatamento na Amazônia Legal Brasileira alcançou 13.235 km² no intervalo de agosto de 2020 a julho de 2021 — isso sinaliza um aumento de 21,97% em relação aos registros do período anterior.

Os dados foram obtidos a partir de imagens dos satélites Landsat ou similares, e o levantamento foi produzido a partir de análises da situação de 106 cenas prioritárias dos estados que formam a região. Neste cenário, o Pará é o estado com a maior taxa de desmatamento — a devastação por lá se estendeu por 5.257 km², o que representa 39,72% da área total. Em seguida, vem o Amazonas, com 2.347 km², o equivalente a 17,73%. Por fim, o Mato Grosso apresentou 2.263 km de área desmatada, que representam 17,10%.

Os 13.235 km² perdidos da floresta entre o período de 2020 e 2021 representam a maior desvastação desde 2006 (Imagem: Divulgação/Marizilda Cruppe/Amazon Watch/Amazônia Real)

A Amazônia abriga cerca de três milhões de espécies vegetais e animais, sendo também o lar de um milhão de indígenas. O atual ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, destacou o desafio representado pelos dados, afirmando que mais ações precisam ser tomadas contra estes crimes — mas, de acordo com ele, os dados não refletem exatamente a situação dos últimos meses.

Durante a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 26), realizada em Glasgow, na Escócia, o Brasil foi um dos países que assinou um grande acordo para dar fim ao desmatamento. O termo dedicou quase US$ 19,2 bilhões em fundos públicos e privados, e parte do valor será destinada às nações em desenvolvimento para restaurar as terras devastadas, combater incêndios e dar suporte às comunidades indígenas.

Vale destacar que o documento com os dados do Inpe mostra a data de 27 de outubro, mas foi divulgado somente no dia 18 de novembro — ou seja, o novo aumento do desmatamento só veio a público 22 dias após a elaboração do documento e do fim da COP26.

Fonte: BBC, Agência Brasil

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