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Ciência está a um passo de conseguir prever terremotos

Por| Editado por Luciana Zaramela | 21 de Julho de 2023 às 11h22

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Dave Goudreau/Unsplash
Dave Goudreau/Unsplash

Na última quinta-feira (20), um artigo publicado na revista Science revelou que cerca de duas horas antes de um terremoto, o solo parece se mover sem causar tremores, em um sinal muito sutil. A descoberta pode representar um passo na direção da previsão de terremotos.

Até então, a comunidade científica defendia que os terremotos são impossíveis de prever porque a crosta terrestre não emite nenhum aviso detectável antes de se romper. Mas o novo estudo sugere que pode haver sim uma evidência sólida de que algo está acontecendo antes do evento. Não significa que sabemos como prevê-los, mas significa que é fisicamente possível. Já é um caminho.

Esse movimento que antecede o terremoto é chamado pelos autores de deslizamento assísmico, e conta com padrões semelhantes em muitos aspectos aos observados nos terremotos menores que ocorrem antes de grandes tremores.

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O desafio — conforme apontam os autores — é que, depois de qualquer terremoto, há apenas 5% de chance de que outro maior ocorra, então nunca fica muito claro se um desses tremores menores realmente será seguido por um maior ou não.

É um problema que também deve afetar o uso do movimento assísmico para fins preditivos. “Para ser útil, seria necessário descobrir como fazer isso sem saber que o terremoto principal está chegando”, afirmam os pesquisadores.

Um deslizamento assísmico pode deslocar o solo na mesma proporção que um terremoto, mas é tão gradual que não há solavancos, choques ou tremores. De qualquer forma, o movimento é significativo o suficiente para os pesquisadores detectarem usando sensores de GPS. Ainda há uma longa jornada pela frente no que diz respeito às previsões, o que deve se desdobrar através de futuros estudos.

O que são terremotos?

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Mas o que são terremotos? Basicamente, podemos definir como movimentações da superfície terrestre causadas por falhas na camada mais externa do planeta. São eventos que liberam uma grande quantidade de energia e podem provocar uma verdadeira catástrofe.

Para entender como se formam os terremotos, é preciso entender que a camada mais externa da Terra é composta por grandes blocos rochosos, chamados de placas tectônicas, que flutuam sobre o manto viscoso logo abaixo. O movimento contínuo destas placas faz com que tensões se criem, levando ao acúmulo de energia.

Essa energia viaja através da crosta terrestre na forma de vibrações chamadas ondas sísmicas. Quando chegam à superfície, as ondas fazem a terra tremer.

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O que é o epicentro de um terremoto?

E caso esteja se perguntando o que é o epicentro de um terremoto, a gente explica: primeiro temos o hipocentro, que é o local exato dentro da crosta terrestre em que houve a liberação de energia responsável pelo abalo sísmico. O epicentro é a projeção deste ponto na superfície da Terra.

No caso dos terremotos, para determinar o epicentro de um terremoto, os especialistas fazem um processo chamado triangulação, onde são criados três círculos, cujos centros estão em cada estação sísmica que fez a leitura. Os raios são equivalentes às distâncias calculadas pelos sismogramas, e o epicentro está localizado no ponto em que os três círculos se encontram.

Fonte: Science, Scientific American