CEO da Riot Games é acusado de assédio sexual e discriminação de gênero

CEO da Riot Games é acusado de assédio sexual e discriminação de gênero

Por Wagner Wakka | 10 de Fevereiro de 2021 às 12h33
Divulgação

A Riot Games está investigando uma acusação de assédio sexuak e discriminação de gênero contra seu CEO, Nicolas Laurent. A desenvolvedora de jogos, conhecida por League of Legends Valorant, foi processada por uma ex-funcionária, que acusa o líder da companhia no caso. 

O caso começou em 2020, quando Sharon O’Donnel trabalhava como assistente executiva diretamente com Laurent. No processo a que o Washington Post teve acesso, ela descreve tentativas do CEO de convidá-la para trabalhar na casa dele quando a esposa estava ausente. 

Segundo a ex-funcionária, ela recusou todos os convites e teria sido alvo de retaliação por isso, com redução de responsabilidades e demandas. Como consequência, ela acredita que foi demitida em julho do ano passado, exatamente por não aceitar as investidas do chefe.

Além da acusação direta ao CEO, ela também relata no processo um ambiente de trabalho sexista: “A Riot Games tem uma cultura dominada por homens, que coloca mulheres umas contra as outras, discriminadas, assediadas e tratadas como pessoas de segunda classe”.

O que diz a Riot? 

Em reposta, a companhia se defende dizendo que a demissão de O’Donnel teve outro motivo: “A autora do processo foi demitida da companhia há sete meses, depois de uma dúzia de reclamações tanto de seus empregadores quanto de parceiros externos, além de múltiplas discussões de aconselhamentos para tentar resolver estes problemas”.

A companhia ainda disse que montou um comitê interno com a mesa diretora para tentar entender o caso, além de contratar uma consultoria externa para colaborar com a investigação. 

Esta não é a primeira vez que a Riot é acusada de ser uma empresa sexista e com ambiente pouco amigável a mulheres. Em 2018, uma matéria do Kotaku trouxe entrevistas com 28 ex e atuais funcionárias da companhia, com relatos sobre desigualdade de gênero, sexismo e até assédio sexual.

Na época, mais de 150 mulheres ligadas à empresa protestaram em frente ao prédio principal da Riot em busca de igualdade salarial. No final de 2019, a companhia fechou acordo de US$ 10 milhões para encerrar o caso. 

O processo de O’Donnel foi registrado em janeiro de 2021 em Los Angeles e segue em julgamento.

Fonte: Washingtong Post

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