YouTube cria seção exclusiva para notícias sobre o coronavírus

Por Rafael Arbulu | 20 de Março de 2020 às 13h33
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A fim de combater a desinformação e proliferação de fake news relacionadas ao coronavírus, o YouTube implementou uma nova seção voltada à veiculação de vídeos e notícias de fontes confiáveis sobre o vírus e a doença que deriva dele, a COVID-19. A estreia da novidade se deu nesta quinta-feira (19) em 17 países — inclusive no Brasil.

“Nós queremos que todos tenham acesso a conteúdo oficial durante esses tempos difíceis”, disse o perfil oficial do YouTube no Twitter. Na página inicial da plataforma nos EUA, vídeos do Centro de Controle de Doenças (Center for Disease Control, ou simplesmente “CDC”) aparecem na seção, enquanto no Brasil o destaque vai para vídeos do Band Jornalismo, Record News, TV Folha, Estadão e outros veículos. O Google planeja expandir o recurso para outros países, mas ainda não detalhou como ou quando fará isso.

(Imagem: Reprodução/Gizmodo)

A medida vem junto de outras ações tomadas por empresas do setor para coibir falsas informações de serem disseminadas em suas plataformas, causando pânico nos usuários. O Facebook, por exemplo, está ativamente excluindo anúncios de organizações que prometem medicações próprias ou tratamentos alternativos que “curam” a COVID-19. Já o Twitter segue banindo contas de bots e monitorando anúncios e posts potencialmente danosos.

No caso do YouTube, a medida também serve como uma forma de dissuadir críticos da plataforma. Diversas teorias da conspiração ganharam status viral após serem veiculadas por canais de vídeo na rede do Google, tais como a premissa do coronavírus ser, na verdade, uma arma química ou algum artifício chinês para que a nação asiática ganhe saltos positivos em sua economia; e outros “revelando” que o coronavírus foi artificialmente disseminado pelos chineses por meio da rede 5G (sim, sério). Todos, evidentemente, já foram desmentidos, mas uma vez que isso cai na internet, o dano já foi feito.

Há algumas semanas, o próprio YouTube decidiu desmonetizar todo e qualquer vídeo que trate sobre o coronavírus, usando a sua “política contra conteúdos sensíveis” como defesa. Entretanto, a empresa voltou atrás e a permitir monetizações para vídeos que tenham a veracidade das informações comprovadas.

Fonte: Gizmodo

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