Com isolamento social, Second Life vive novo boom de usuários

Por Wagner Wakka | 28 de Março de 2020 às 20h00
Linder Lab

Uma empresa virtual pode estar se dando bem com toda a questão pandêmica da COVID-19: o Second Life. Sim, estamos falando do universo virtual criado em 2003 e que fez um sucesso tremendo na década de 2000. Em entrevista ao site The Telegraph, o CEO da Liden Lab, Ebbe Altberg, disse que a companhia está vendo um novo boom de usuários por conta do isolamento social em função do novo coronavírus (SARS-CoV-2). Desde professores que querem dar aulas no espaço, até artistas em busca de eventos, a demanda por criar espaços dentro da plataforma está crescendo.

“As pessoas estão presas em casa, estão com medo, estão estressadas. Esta é uma forma de terem uma vida mais normal, apesar do que está acontecendo no mundo lá fora”, disse o CEO em entrevista concedida dentro do Second Life.

Os números refletem isso. A busca pelo serviço dobrou em serviços como Google e a quantidade de usuários ativos voltou para a casa do milhão, aponta o executivo. O grande atrativo estaria na impessoalidade que o Second Life oferece em relação a apps de mensagens e videoconferência.

“Às vezes você vai andar de trem, outras esquiar, ou participar de uma batalha de bexiga d’água”, disse Anya Kanevsky, vice-presidente de produtos. Apesar de os números ainda serem modestos para as redes sociais atuais, a empresa sente o mesmo barulho do início da plataforma, no começo dos anos 2000.

Vale lembrar que o serviço já contou com comércio interno, totalmente virtual, e companhias inteiras lançando campanhas milionárias no Second Life. Contudo, esse investimento ainda não voltou à plataforma.

Outro lado

Apesar do momentâneo sucesso, a Linden Lab está vendendo sua plataforma Social chamada Sansar. Anunciada em setembro do ano passado, a ideia não durou nem mesmo um semestre na mão da empresa.

A proposta era transformar o Second Life em um ambiente de realidade virtual com o Sansar. Agora, a Linder Lab anunciou a venda da plataforma para uma startup chamada Wookey Project Corp. Segundo comunicado, a proposta é “estreitar o foco em Second Life”.

No comunicado sobre o negócio, a empresa não disse por qual preço vendeu a plataforma.

Fonte: Telegraph, Linder Lab

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