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Rolagem sem fim: como evitar a exaustão mental e reduzir o uso de redes sociais

Por  • Editado por Bruno De Blasi | 

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Reprodução/Pexels
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Sejam de novas mensagens, vídeos e memes compartilhados por amigos ou assuntos em alta, as notificações não param de chegar. Rolar o feed das redes sociais já faz parte da rotina dos brasileiros e essa relação não tem se mostrado muito saudável.

Segundo o relatório “Digital 2024: Global Overview Report”, publicado pela Kepios, um usuário médio de internet no Brasil passa 3 horas e 37 minutos por dia navegando em aplicativos como Instagram, TikTok, Facebook, YouTube, entre outros. 

O Brasil é o terceiro país que mais usa redes sociais no mundo, atrás apenas do Quênia e da África do Sul. No caso do WhatsApp, o app mais popular do país, o tempo médio mensal chega a 24 horas e 14 minutos.

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Vale lembrar que o mensageiro da Meta, assim como algumas outras redes sociais, são usados no dia a dia do trabalho e até mesmo dos estudos, não só como forma de passar o tempo. O problema, porém, aparece quando o excesso de uso das redes atrapalha outras tarefas e passa a ser sentido na saúde mental.

O que é “brain rot” e por que preocupa especialistas

A preocupação ganhou força com o termo “brain rot” (“podridão cerebral”, em tradução livre), eleito a palavra do ano de 2024 pelo dicionário de Oxford e usado para descrever a deterioração mental causada pelo consumo intenso de conteúdos rápidos e superficiais.

"Esse consumo excessivo dos vídeos curtos faz com que nosso sistema de recompensa fique sobrecarregado. E isso reduz nossa capacidade de concentração e aumenta nossa impulsividade", explicou Larissa Fonseca, psicóloga, doutoranda pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), ao Podcast Canaltech.

A queda na concentração, inclusive, foi um dos fatores que motivaram a nova lei federal que proibiu o uso de celulares nas escolas a partir de fevereiro deste ano. Além disso, questões como desinformação e privacidade também agravam os efeitos do consumo descontrolado das redes.

Por outro lado, as redes sociais são fonte de informação para mais da metade dos brasileiros (52,7%), de acordo com o relatório “Digital 2024”. Além das notícias, as plataformas estão cada vez mais versáteis, integrando consumo e entretenimento. Então, como é possível encontrar um equilíbrio no tempo conectado?

O Canaltech fez uma lista com 6 dicas de como fazer o chamado “detox digital” e reduzir o tempo de uso das redes sociais na rotina. O próprio celular pode ajudar nessa tarefa com limites de tempo por aplicativo e a restrição de notificações.

Confira a entrevista completa da especialista Larissa Fonseca:

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