Órgão alemão vai investigar Facebook por práticas de monopólio com o Oculus

Órgão alemão vai investigar Facebook por práticas de monopólio com o Oculus

Por Ramon de Souza | 11 de Dezembro de 2020 às 07h30
Slate

O Facebook definitivamente não está passando por bons momentos. Recentemente, o Canaltech noticiou que a Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC, na sigla em inglês) processou a companhia por práticas anticompetitivas ao adquirir os aplicativos WhatsApp e Telegram; um processo que pode culminar na separação dos três aplicativos. Agora, foi a vez de um órgão alemão cutucar a marca de Mark Zuckerberg.

O Bundeskartellamt (também chamado de Federal Cartel Office ou Escritório Federal de Cartel), entidade da Alemanha que supervisiona práticas antitruste, investigará a recente decisão da companhia de obrigar os usuários da plataforma Oculus (também gerenciada pelo Facebook) a ter um perfil na rede social para usufruir de seus serviços. A decisão já havia sido criticada pela comunidade gamer, e, agora, tomou proporções legais.

No futuro, o uso dos novos óculos da Oculus exigirá que o usuário também tenha uma conta no Facebook. Vincular produtos de realidade virtual e a rede social dessa forma pode constituir um abuso proibido de domínio do Facebook”, afirma Andreas Mundt, presidente do Bundeskartellamt, em um comunicado oficial. Vale lembrar que, até então, donos de óculos da marca podiam usar uma conta separada e própria para o ecossistema Oculus.

Imagem: Divulgação/Oculus

“Com sua rede social, o Facebook detém uma posição dominante na Alemanha e também já é um importante player no emergente, porém crescente, mercado de RV (realidade virtual). Pretendemos examinar se em que medida esse acordo de venda casada afetará a concorrência em ambas as áreas de atividade”, conclui o executivo.

Procurado pelo TechCrunch, um porta-voz do Facebook afirmou que, “embora os dispositivos Oculus não estejam atualmente disponíveis para venda na Alemanha, vamos cooperar totalmente com a Bundeskartellamt e estamos confiantes de que podemos demonstrar que não há base para a investigação”.

Fonte: TechCrunch

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