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O cara que cunhou o termo "metaverso" está criando seu próprio metaverso

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 29 de Setembro de 2022 às 12h31

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Envato/twenty20photos
Envato/twenty20photos

Neal Stephenson, autor de Snow Crash (1992) e criador do termo "metaverso" na cultura pop, decidiu criar uma plataforma aberta de metaverso. A ideia é produzir um ecossistema descentralizado e sem controle de Big Techs, diferente do que ocorre com as propostas da Meta e do game Fortnite, por exemplo.

Stephenson foi o responsável por cunhar o nome metaverso nas suas obras e inseri-las no gênero cyberpunk. A parceria do autor é com o empresário da área de robótica e realidade aumentada Rony Abovitz e com o fundador da Bitcoin Foundation, Peter Vessenes, para criarem juntos a Lamina1.

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A dupla disse ao site Wired que ficaram receosos no começo, imaginando que um dos maiores nomes da ficção científica estivesse disposto a lucrar a partir do seu conceito. Mas eles viram que a ideia dele é justamente o oposto: tentar restaurar o conceito universal, sem um único controlador do metaverso e capaz de abarcar diferentes projetos.

Stephenson é mestre em arrecadar recursos

A imagem de Stephenson costuma ser um belo chamariz para o mercado. Em 2021, ele levantou mais de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,5 bilhões) para criar um jogo de luta de espadas chamado Clang.

O game seria totalmente criado com sensores de captura de movimento, com promessa de reproduzir fielmente lutas realísticas. Mesmo com tanta grana, o projeto não avançou, finalizado antes de algo concreto ser mostrado.

Agora, a proposta é ainda mais audaciosa com a Lamina1, algo que até o momento ainda não foi apresentado. Em geral, todos os metaversos populares foram criados por empresas privadas para lucrar em cima da venda de acessórios, terrenos e outros itens como NFTs ou ativos digitais. Aqui a ideia é permitir que todas as pessoas possam criar, vender ou fazer o que quiser, como se fosse uma "segunda internet" dentro da internet.

Como o metaverso da Lamina1 funcionará?

A receita deve vir das doações feitas pelas pessoas e organizações que desenvolverem seus produtos no código aberto da Lamina1. É provável que existam também algumas taxas de gás bem reduzidas para arrecadar pequenas fatias de dinheiro, sem impactar no bolso das pessoas — no melhor estilo "de grão em grão a galinha enche o papo".

A empresa responsável pelo metaverso é reduzida: são apenas três engenheiros até o momento, embora os planos de expansão estejam na mesa. Se a proposta vai decolar, isso ninguém sabe com certeza, inclusive porque Stephenson não pretende parar de escrever para se dedicar ao projeto.

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Será que o rei do metaverso será capaz de criar um metaverso de verdade? A ideia na ficção parece ser muito mais simples de executar do que a criptografia, os contratos inteligentes e as linguagens de programação necessárias para construir um mundo digital amplo, versátil e persistente.

Fonte: Wired