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Nova mansão de Zuckerberg tem bunker, 30 quartos e custa R$ 1,3 bi

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 20 de Dezembro de 2023 às 12h30

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Divulgação/Meta
Divulgação/Meta
Mark Zuckerberg

O novo complexo residencial de Mark Zuckerberg no Havaí, EUA, teria um bunker subterrâneo cerca de 460m² autossuficiente e protegido por camadas de metal, casas de árvore interligadas e um muro de 1,80 m — tudo isso pelo valor de R$ 1,3 bilhão. Os detalhes do projeto foram obtidos pelo site Wired, que acessou o local e obteve documentos da construção. 

A propriedade fica localizada na ilha de Kauai, a menor das quatro principais ilhas do estado do Havaí. Estima-se que todo o terreno ocupe 5,6 km² e seja composto por 12 edifícios e duas mansões principais. De acordo com informações da reportagem original, o local teria pelo menos 30 quartos e 30 banheiros, além de cozinha industrial, salas de reunião, escritórios, academia, piscinas, sauna e quadra de tênis, sem contar o espaço subterrâneo.

Assunto confidencial

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Todo o projeto é tratado como segredo (pelo menos até o momento do vazamento) e os moradores locais têm muita dificuldade de encontrar informações sobre a propriedade. O terreno é cercado por muros que chegam a 1,80 m de altura, possui postos de vigilância e ainda tem uma equipe de segurança que cobre o perímetro com quadriciclos.

Quem trabalha na construção não pode falar nada sobre o que há lá dentro: trabalhadores precisam assinar um acordo de confidencialidade e algumas fontes relatam que pessoas foram demitidas após publicarem conteúdos da região nas redes sociais. Além disso, revelam que funcionários não podem comentar sobre o próprio trabalho com pessoas de equipes diferentes.

Bunker subterrâneo autossuficiente

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O detalhe que mais chama a atenção no complexo é a construção de um espaço subterrâneo. O local consistiria em uma rede conectada de 464m² com portas a prova de som e protegidas por senha, sala mecânica, espaço para descanso e acesso via escotilha. Alguns documentos revelam que as portas poderiam ser disfarçadas com o mesmo padrão das paredes, construídas de metal e preenchidas com concreto. Além disso, todo o espaço é vigiado por câmeras.

A estrutura, que lembra os Refúgios da série de games Fallout, é frequentemente associada a defesas contra ataques de bomba e estratégias de proteção contra um eventual apocalipse da Terra. Zuckerberg não menciona publicamente nenhuma preocupação com o fim do mundo, mas uma matéria do New York Post em 2016 já apontou que o bilionário teria construído espaços subterrâneos em suas residências na Califórnia, EUA. 

O espaço na ilha Kauai ainda possui uma rede de casas na árvore interligadas — ao todo, são 11 construções do tipo em formato de disco, conectadas por pontes feitas de corda. Isso permitiria que uma pessoa andasse por todas as casas sem retornar ao solo. 

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Todo o complexo do dono da Meta é autossuficiente, segundo a reportagem. Há uma caixa d’água própria com sistema de distribuição, enquanto a comida é produzida através de agricultura e pecuária no próprio local. Além da função residencial, o local também poderia ser usado para eventos corporativos.

Construção polêmica

Mark Zuckerberg adquiriu os primeiros lotes na ilha em 2014 e expandiu a presença por lá desde então, mas com diversos obstáculos e problemas no caminho. A reportagem aponta que os advogados do bilionário entraram na justiça para que alguns proprietários aceitassem a venda de pequenas terras para a criação do complexo.

Licenças do projeto indicam o gasto de US$ 170 milhões em compras de terrenos e US$ 100 milhões para a construção, totalizando US$ 270 milhões ou R$ 1,3 bilhão, em conversão direta na cotação atual. No entanto, rumores sugerem que o valor pode ser ainda mais alto.

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A construção também é marcada por alguns acidentes com os profissionais. A matéria revela que um motorista de guindaste de 53 sofreu lesões sérias após o veículo cair de uma colina em fevereiro deste ano, e um segurança da equipe faleceu em agosto de 2019 com um ataque cardíaco.

Um porta-voz de Mark Zuckerberg foi procurado pela reportagem original e não respondeu às perguntas sobre os detalhes do complexo.

Fonte: Wired