Netflix e YouTube são inimigas do home office, afirma estudo

Por Felipe Ribeiro | 15 de Junho de 2020 às 11h12
Rubens Eishima/Canaltech

A rotina de muitos trabalhadores mudou completamente depois que a pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2) estourou no planeta. Empresas em que é possível realizar o trabalho remotamente não hesitaram em mandar seus funcionários para casa para a prática do home office. Até há relatos de que algumas pensam em manter essa rotina mesmo com o fim do surto da COVID-19. O problema, porém, é que trabalhar de casa, para algumas pessoas, pode não ser tão produtivo, principalmente com ferramentas como YouTube e Netflix à disposição. Bem, pelo menos é o que mostrou um estudo da NetMotion Software.

De acordo com a empresa, 74% dos funcionários que trabalham em home office estão utilizando a Netflix, o YouTube ou ambos em aparelhos corporativos, ou seja computadores, celulares ou tablets que são emprestados pelas companhias aos trabalhadores. Essa análise foi feita com base em dados agregados obtidos do tráfego em VPNs.

O estudo mostra, também, que o YouTube é o serviço mais popular entre a força de trabalho remota, representando 71% da atividade de streaming, seguido pela Netflix (14%) e pelo Hulu (9%). Como conclusão, a NetMotion Software demonstra preocupação com uma mudança generalizada de rotina nas empresas, alegando que isso pode ter um efeito negativo na produtividade.

Trabalhar de casa com tantas opções de entretenimento ao passo de um clique pode ser um desafio para algumas pessoas

O estudo detalha que um quinto dos funcionários gasta mais de 10 horas por semana em plataformas de streaming de entretenimento, enquanto 45% assistem a conteúdo de vídeo por 5 a 10 horas semanais. Enquanto isso, quase um terço admitiu acessar conteúdo não relacionado ao trabalho por meio de dispositivos corporativos durante o horário comercial, destacando uma potencial perda de produtividade.

Não é só streaming

Além das plataformas de entretenimento, a NetMotion alerta que funcionários podem colocar seus dispositivos em risco acessando outros serviços menos seguros, como sites maliciosos, o que dá ainda mais trabalho às equipes de segurança das empresas.

"Com a maioria dos funcionários trabalhando remotamente, as equipes de TI parecem estar lutando para obter visibilidade de como seus dispositivos estão sendo usados. Se eles não conseguirem ver ou limitar o uso de dispositivos de propriedade da empresa para atividades relativamente inofensivas, como a transmissão de conteúdo do YouTube, também não poderão determinar se os funcionários estão envolvidos em comportamentos potencialmente arriscados, como visitar sites inadequados ou desagradáveis introduzir malware na rede", diz o relatório.

Para minimizar ameaças desse tipo, a NetMotion Software defende uma mudança para arquiteturas descentralizadas e de confiança zero, que estão mais alinhadas com os ambientes remotos.

E você, amigo leitor? Tem dificuldades para se concentrar trabalhando de casa? Conte para nós nos comentários!

Fonte: TechRadar

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