Google começa a banir anúncios que relacionam coronavírus ao 5G

Por Felipe Junqueira | 08 de Abril de 2020 às 20h30
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A batalha contra a desinformação não para. Já tem algum tempo que teorias conspiratórias sobre uma suposta relação entre a rede 5G e o novo coronavírus se espalha na internet. Apesar dos esforços de especialistas em saúde e tecnologia terem seguidamente negado haver indícios de ligação entre as duas coisas, postagens continuam a ser publicadas e espalhadas por aí.

O YouTube já anunciou, no último domingo, que vai passar a limitar o alcance de conteúdos que mencionem a possibilidade de o 5G ter alguma ligação com a pandemia de COVID-19. O Facebook também está tentando eliminar esse tipo de conteúdo da plataforma. E agora foi a vez do Google avisar que vai banir anúncios que tentem vender essa história.

De acordo com o Telegraph, a empresa baniu qualquer publicidade em buscas e palavras-chaves que possam relacionar às “alegações enganosas de saúde” sobre a conspiração do 5G ser responsável pelo espalhamento da doença. A companhia justificou que esses anúncios ferem a política de eventos sensíveis da plataforma, que desde janeiro toma muito cuidado com qualquer conteúdo relacionado ao novo coronavírus e à COVID-19.

Conspiração em alta

Equipe de limpeza higieniza a cidade de São Paulo em meio à pandemia de COVID-19 (Foto: Fotos Públicas)

Nos últimos dias, a conspiração de que a rede 5G seria responsável pela transmissão do novo coronavírus voltou a ganhar força na rede. A apresentadora britânica Amanda Holden, por exemplo, publicou em seu perfil no Twitter o link para uma petição que dizia que “a tecnologia 5G é prejudicial à nossa saúde” e que “torres que emitem radiação 60 MHz usam todo o oxigênio da atmosfera, o que causa problemas respiratórios em seres humanos”.

Holden tem cera de 2 milhões de seguidores na plataforma e, depois de receber reclamações, apagou a publicação e justificou que foi postada erroneamente. Não existe nenhuma evidência que o 5G cause problemas de saúde. E se qualquer tipo de coisa consumisse todo o oxigênio da atmosfera, não seriam apenas os humanos a sofrerem com problemas respiratórios.

Além da publicação da apresentadora, a conspiração já causou problemas bem mais sérios na Inglaterra. A Vodafone, uma das maiores operadoras do país, disse que torres 5G foram incendiadas no Reino Unido, e que engenheiros foram hostilizados e não puderam realizar manutenção de infraestrutura em alguns pontos do país.

Bom lembrar que o Brasil, onde não há 5G e até mesmo os testes estão a passos lentos, também sobre com a pandemia de COVID-19. Ou seja, não há evidências reais de que a rede de dados móveis tenha qualquer ligação com o novo coronavírus.

Fonte: The Telegraph

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