Força Aérea dos EUA dá primeiro passo para entrada no metaverso

Força Aérea dos EUA dá primeiro passo para entrada no metaverso

Por Alveni Lisboa | Editado por Douglas Ciriaco | 20 de Abril de 2022 às 15h55
Rusty Watson/Unsplash

A Força Aérea dos Estados Unidos apresentou um pedido de registro de marca para uma iniciativa no metaverso chamado SpaceVerse. Segundo informações do United States Patent and Trademark Office (USPTO), o pedido foi protocolado no dia 14 de abril e tem como foco convergir as tecnologias físicas e digitais dos militares.

Pelo que parece, o SpaceVerse será um ambiente de treinamento, testes e operações em realidade virtual para o órgão de defesa dos EUA. Essa pode ser uma forma de modernizar as táticas de guerra e combate aplicadas em diferentes situações hipotéticas. Com o metaverso, seria possível simular treinamentos e testes de armas sem fazê-lo de forma real.

A Força Aérea dos EUA deve entrar para o metaverso em breve (Imagem: Anukrati Omar/Unsplash)

Com as tensões geopolíticas em alta, como a invasão da Ucrânia e a escalada da tensão da Rússia com países vizinhos, não é de se surpreender que a Força Aérea norte-americana queira treinar melhor seus militares. O SpaceVerse pode oferecer um ambiente controlado ou totalmente hostil, no qual as pessoas podem passar por situações verdadeiras sem se expor ao perigo da guerra física.

Simulação ainda mais realista

O treinamento de pilotos de caça, por exemplo, já é feito com o apoio de simuladores, porém o aperfeiçoamento exige incursões reais. Ao se aventurar no mundo virtual, o governo dos EUA poderia economizar milhões de dólares em combustível, desgaste de peças e manutenção devido ao uso excessivo em operações físicas, já que a simulação reproduziria fielmente os desafios.

Ainda é cedo para saber qual ecossistema de blockchain a Força Aérea dos EUA vai atuar ou como o sistema funcionará efetivamente. É possível que os militares criem um sistema próprio, fechado, para impedir que seus segredos caiam nas mãos de inimigos.

Tudo isso ainda deve levar algum tempo e sugar muitos recursos financeiros do governo. O registro do nome, contudo, é um primeiro passo que mostra como o uso das tecnologias da Web 3.0 terá impacto real sobre situações cotidianas e estratégicas. É provável que cada vez mais instituições governamentais, empresas e instituições voltem suas atenções para essas inovadoras tecnologias.

Fonte: USPTO  

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