Deezer provoca Spotify e garante que seus preços não vão subir

Deezer provoca Spotify e garante que seus preços não vão subir

Por Douglas Ciriaco | Editado por Luciana Zaramela | 27 de Abril de 2021 às 21h20

Muita gente foi pega de surpresa na última segunda-feira (26), quando o Spotify anunciou um reajuste de preços em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil — por aqui, os planos ficam até 30% mais caros. Hoje (27), o Deezer veio a público cutucar o rival e afirmou que seus preços não serão reajustados.

“Queremos informar que a Deezer não vai aumentar os preços no meio da pandemia”, comenta a diretora comercial global da plataforma, Laurence Miall-d'Aout, em nota enviada à imprensa. “Música, podcasts e rádio ajudam as pessoas a lidarem com a situação atual e não achamos que este seja o momento de dificultar as coisas para elas”, complementa.

Além de citar a pandemia, Miall-d’Aout registra que, para o não aumento dos preços do Deezer, “também ajuda o fato de não estarmos comprando nenhum clube de futebol”. A frase é uma clara alusão à possibilidade de Daniel Ek, o dono do Spotify, ter se juntado a um grupo de ex-jogadores que negocia a aquisição do tradicional clube inglês Arsenal.

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Carência

No mesmo comunicado, a executiva da plataforma francesa de streaming afirma que “se algum dia aumentássemos os preços, daríamos aos nossos usuários um aviso de três meses para ter certeza de que não seriam pegos de surpresa”, outra provocação em relação aos dois meses de carência oferecido ao Deezer a quem já é assinante.

O anúncio feito ontem pelo Spotify aumentou os preços de todas as versões pagas do serviço, que agora passam a custar o seguinte:

  • Premium Universitário: R$ 9,90 (era R$ 8,50);
  • Premium Individual: R$ 19,90 (era R$ 16,90);
  • Premium Duo: R$ 24,90 (era R$ 21,90);
  • Premium Família: R$ 34,90 (era R$ 26,90).

Diferente de quem já assina o Spotify, novos assinantes terão suas faturas cobradas com os valores mais caros desde o primeiro mês.

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