Chelsea Manning sai da prisão, mas deve voltar em uma semana

Por Wagner Wakka | 10 de Maio de 2019 às 11h53
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Chelsea Manning, ativista e ex-analista do Exército dos EUA, foi liberada da prisão nesta sexta-feira (10). A informação vem do advogado da própria Manning, depois de ela passar 62 dias na cadeia. Ela foi presa após se recusar a prestar depoimentos contra Julian Assange, criador do WikiLeaks, também preso no mês passado em Londres.

A ativista também é acusada de ter participado de uma ação que resultou no vazamento de 750 mil documentos do Pentágono. Por conta disso, Manning já havia ficado presa por sete anos. Em 2017, ela foi solta após retirada da sentença pelo então presidente Barack Obama. No total, era para a ativista permanecer na cadeia por 35 anos.

Embora esteja em liberdade, o advogado de Manning não crê na manutenção da soltura. Isso porque a libertação da ativista ocorreu por um motivo mais técnico, já que o júri para o caso expirou. Um novo grupo será formado na próxima quinta, quando ela será convidada novamente a testemunhar contra Assange. Caso se negue novamente, ela terá de voltar para cadeia.

O comunicado apresentado pelo advogado da ativista aponta que ela tem a intenção de permanecer calada sobre o WikiLeaks.

No último dia 22 de abril, o advogado de Manning entrou com um pedido de liberdade para a ativista sob o argumento de que ela havia sido grampeada de forma ilegal após 2017. A corte, contudo, ressaltou que tal informação não tem relação com a questão que levou Manning novamente à prisão, motivo pelo qual não foi acatada, no caso.

Ainda, no último dia 6 de maio, os advogados enviaram um documento para a Justiça informando que ela nunca vai cooperar com um júri.

Fonte: Sparrow Media 

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