Android vai facilitar troca do Google por buscadores concorrentes na Europa

Android vai facilitar troca do Google por buscadores concorrentes na Europa

Por Igor Almenara | Editado por Douglas Ciriaco | 09 de Junho de 2021 às 09h38
Brett Jordan/Pexels

Desde 2019, o Android oferece logo de cara um catálogo com os principais mecanismos de pesquisa para que usuários que vivem na Europa escolham seu preferido. A abordagem, que visa tirar a companhia da mira de órgãos reguladores, passará por uma reformulação em setembro de 2021 e exibirá como alternativas os cinco buscadores mais populares de cada país do continente com base nos dados do StatCounter.

Recomendações de autoridades europeias também serão bem-vindas para determinar mecanismos de pesquisa dessa tela de escolha. Logo abaixo desse pódio baseado em popularidade, outras sete plataformas de pesquisa estarão disponíveis. As 12 opções serão sempre ordenadas no catálogo de forma aleatória, sendo apresentandas em ordens diferente sempre que o usuário voltar para a tela de seleção.

Tela de seleção de mecanismo de busca exclusiva para usuários que residem na Europa (Imagem: Reprodução/Google)

Os buscadores não precisam desembolsar nada para figurarem como os primeiros da lista do Google, mas precisam atender critérios: não ter distinção na indexação de conteúdo, atuando de forma equivalente para todos os tópicos; apresentar suporte para o idioma local e estar disponíveis de forma oficial e gratuita na Play Store (atendendo as demandas técnicas fornecidas pelo Google).

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Para que um buscador figure no catálogo de seleção, os desenvolvedores interessados devem se candidatar para o processo de escolha anual que acontece em junho. As mudanças na tela de seleção entrarão em vigor em 1° de setembro e, assim que um buscador for escolhido pelo usuário, o Google fará o download do respectivo app da Play Store.

Briga que custou caro

A abordagem exclusiva para usuários do Espaço Econômico Europeu e do Reino Unido não foi tomada de forma voluntária, mas é consequência de uma disputa judicial com órgãos regulatórios do continente. As entidades locais entenderam que o Google “impôs restrições ilegais para fabricantes de dispositivos Android e operadoras de internet a fim de concretizar sua posição dominante no segmento de pesquisas pela web”.

Após a conclusão, o Google recebeu uma multa do equivalente a mais de R$ 25 bilhões pela violação de regras antitruste.

Fonte: Google (1, 2)

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