100 bilhões de dispositivos estarão conectados em 2020, segundo consultoria

Por Redação | 03 de Abril de 2015 às 13h46

Os provedores mundiais terão um grande desafio em 2020, quando cerca de 100 bilhões de dispositivos poderão estar conectados à internet em todo mundo. Na América Latina, onde a infraestrutura de TI e Telecomunicações ainda não é bem desenvolvida, o problema poderá estar no gerenciamento de um grande número de aparelhos conectados, de acordo com o que projeta o grupo de telecomunicações francês Alcatel Lucent e os Laboratórios Bell.

Em entrevista à Agência EFE, Eduardo Rey, vice-presidente de vendas da América Latina do grupo, afirmou que "são desafios enormes que requerem as melhores soluções". Ele também considerou as necessidades das empresas de comunicação de crescerem a cada dia e que o mercado não está suficientemente ágil e inovador para satisfazê-las.

Segundo a companhia, este é um cenário que exigirá um serviço de vídeos sob demanda dez vezes mais rápido que o atual, assim como servidores robustos que deverão abrigar dados de cerca de 7 bilhões de usuários, cada um deles usando inúmeros dispositivos.

Para conseguir atender ao grande crescimento (e à estimativa de 100 bilhões de dispositivos conectados), os provedores deverão garantir "estratégias confiáveis" que possibilitem superar os eventuais contratempos, de acordo com a companhia francesa. Os próprios sistemas das empresas podem ser um obstáculo para enfrentar este grande desafio. Os usuários exigirão maior conectividade e acesso mais simples à informação sem se importar com sua localização geográfica.

Rey afirma que "há soluções no mercado, mas elas foram criadas para certas necessidades que, quando têm que dar um suporte maior, não funcionam". O executivo apontou o crescimento do mercado na América Latina e não descartou que grande parte dos equipamentos conectados na internet no futuro tenha origem na região. "É a região que mais cresce no uso das redes sociais e onde mais se demanda soluções, como no serviço de vídeos que exigem ainda mais das redes".

A consultoria francesa afirmou que essas particularidades trazem para a região um desafio ainda maior. Para conseguir atender à demanda, os provedores devem se assegurar que as redes, a tecnologia e as soluções de comunicações sejam suficientemente robustas, escaláveis e dinâmicas para enfrentar o crescimento do número de conexões.

"A empresas latino-americanas não estão preparadas. O pior é que muitas delas pensam estar preparadas e não estão", criticou Rey. Um dos grandes erros apresentados está na segurança dos dados dos usuários na internet, algo que nenhuma das companhias do ramo está isenta e que requer uma melhor arquitetura da rede para poder garantir o acesso à informação.

O executivo acrescenta que "a principal recomendação passa por não subestimar o impacto, cada vez maior, da necessidade de seus empregados e clientes de ter acesso à informação e conteúdos de forma remota com a mesma qualidade de serviço e experiência da mesma forma como se estivessem sentados em seus escritórios".

Já o papel dos governos na região é muito importante. Para Rey, a contribuição das autoridades na infraestrutura é "fundamental" porque aumentar a conectividade e estabelecer o conceito de cidades inteligentes "não só requer o suporte e o impulso estatal, mas também incentivos fiscais e regulatórios para se tornar viável a longo prazo".

Sobre as soluções para os desafios que os próximos anos apresentarão, o vice-presidente da Alcatel Lucent afirmou que as "redes dinâmicas, flexíveis e escaláveis que facilitem as conexões quase infinitas para os usuários e sistemas virtualizados para que sejam de fácil administração são a resposta aos desafios atuais".

Via UOL

Fonte: http://tecnologia.uol.com.br/noticias/efe/2015/03/30/internet-lidara-com-100-bilhoes-de-dispositivos-em-2020-projeta-consultoria.htm

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