Cabines com IA detectora de mentiras podem ser instaladas em aeroportos

Por Ares Saturno | 15 de Maio de 2018 às 19h00

Pessoas que estão fazendo viagens internacionais poderão passar por entrevistas feitas por inteligências artificiais em cabines instaladas nos aeroportos, a fim de se checar eventuais mentiras. Ao menos é o que espera Aaron Elkins, professor da Universidade Estadual de San Diego, nos EUA, e desenvolvedor de um sistema de quiosques de detecção de mentiras voltado para entrevistar viajantes que estão passando pela alfândega ou atravessando fronteiras entre nações.

Financiada pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA, a tecnologia está sendo chamada de Agente Virtual Automatizado para Avaliações da Verdade em Tempo Real ou, na sigla em inglês, AVATAR, e foi testada na fronteira entre os Estados Unidos e o México, em viajantes considerados como de baixo risco. Desde então, o Canadá e o União Europeia também testaram o quiosque de IA em suas fronteiras.

O sistema supostamente detecta mentiras aliando a inteligência artificial de reconhecimento de padrões com dados biométricos como movimentos oculares, mudanças na voz, postura e expressões faciais. A precisão do AVATAR em detectar pessoas que estejam escondendo alguma verdade é de 60% a 75%, contra a taxa de sucesso de cerca de 54% a 60% que humanos, como juízes e policiais, geralmente apresentam, segundo Elkins.

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Aaron Elkins é avaliado por um dos totens IA detectores de mentiras que ajudou a desenvolver (Foto: Universidade Estadual de San Diego)

Na verificação feita no Canadá, o AVATAR foi testado por um ano e meio com a Agência Canadense de Serviços de Fronteira (CBSA), auxiliando agentes humanos a descobrir se viajantes teriam motivos ocultos para entrar no país. "O CBSA tem acompanhado os desenvolvimentos na tecnologia AVATAR desde 2011 e continua monitorando seu desenvolvimento", disse Barre Campbell, porta-voz sênior da agência canadense, sem esclarecer se a agência irá prosseguir com a tecnologia além da fase de testes. Quem também já testou o AVATAR de Elkins foi a Frontex, a agência de fiscalização de fronteiras da União Europeia, em 2014, nas chegadas internacionais do aeroporto de Bucareste, na Romênia.

Elkins defende que o uso de seu produto poderia ajudar as equipes de segurança em aeroportos "para tornar o processo de triagem mais rápido, mas também para melhorar a precisão". Embora não seja voltado para o mercado comercial, o AVATAR pode ter usos diversos, segundo seu criador, "como na triagem de seleções de emprego e em recursos humanos" enumera Elkins.

Fonte: CNBC

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