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Brasileiros confiam na IA para finanças, mas querem tomar as próprias decisões

Por  • Editado por Bruno De Blasi | 

Ivo Meneghel Jr/Canaltech
Ivo Meneghel Jr/Canaltech

A inteligência artificial (IA) pode ser uma boa orientadora financeira, mas não pode assumir o controle das decisões de orçamento. Essa é a visão de 65% dos brasileiros entrevistados na pesquisa “Consciência e prosperidade: a nova relação do brasileiro com o dinheiro”, feita pelo Itaú Unibanco em parceria com o Grupo Consumoteca.

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A visão geral é de que a tecnologia consegue trazer suporte e orientações sobre o que fazer com o dinheiro, mas a decisão final precisa ficar por conta do usuário — apenas 14% dos entrevistados aceitariam que a IA tomasse as decisões por conta própria.

As principais demandas para a tecnologia no âmbito financeiro envolvem ter uma linguagem simples e informar as regras que regem as inteligências artificiais. 

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Mudança de cenário para bancos e fintechs

O estudo indica que existe uma tendência para que os bancos deixem de funcionar apenas como um espaço transacional, para pagar contas ou fazer transferências, e assumam um papel estratégico para ajudar na organização e no planejamento. Isso abre caminho para mais sugestões sobre como organizar uma viagem dos sonhos ou esvaziar a fatura do cartão de crédito no mês, por exemplo.

“O brasileiro está aprendendo a lidar com o dinheiro e, agora, espera que os serviços financeiros também aprendam a lidar com ele. Isso significa atuar como aliados reais, capazes de reduzir a ansiedade em torno das finanças e apoiar a construção de um futuro mais próspero”, comentou a head de Insights do Grupo Consumoteca, Marina Roale.

O movimento já começa a ser observado em alguns bancos que adotam IA em soluções internas. A tecnologia pode estar presente em ferramentas para analisar as finanças mensais, fazer Pix pelo WhatsApp, prevenir fraudes ou usar jornadas conversacionais para tirar dúvidas dos clientes em cada app. 

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A pesquisa coletou dados de 5 mil pessoas com mais de 18 anos em 15 estados brasileiros em 2025, independentemente do banco usado por cada indivíduo.

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