Após polêmica, Google está criando diretrizes para parceria de IA com militares

Por Wagner Wakka | 30 de Maio de 2018 às 16h47
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A Google tem enfrentado uma questão complicada. Em março deste ano, um e-mail interno da empresa revelou que ela estaria trabalhando em parceria com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para o fornecimento de inteligência artificial para um sistema de vigilância por drones. Parte dos funcionários da empresa não apoiou a aproximação estatal, o que culminou em pedidos de demissão como forma de protestos.

Agora, a gigante se posicionou oficialmente sobre a questão. Segundo reportagem do New York Times, a Google está trabalhando em novas diretrizes para o desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial voltadas para uso militar. Embora não tenha dito exatamente quais serão essas novas diretrizes, ela afirmou que não vai permitir que tecnologias de inteligência artificial sejam implementadas em armamentos, mas apenas para colaboração em vigilância e investigação.

O e-mail vazado denunciou a empresa, mostrando que ela estaria trabalhando em parceria para o Projeto Maven do Pentágono, cujo objetivo oficial é “acelerar a integração do Departamento de Defesa com Big Data e machine learning”. O serviço de segurança faz capturas de imagens para serem analisadas por softwares da empresa privada.

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Ainda em março a Google chegou a comunicar que estava oferecendo APIs TensorFlow para ajudar na detecção de imagens, o que a empresa considerava um uso “não agressivo”.

A controvérsia seguiu até abril, quando mais de 3 mil funcionários escreveram uma carta ao CEO Sundar Pichai pedindo que reavaliasse a participação no projeto. A defesa dos empregados é de que a Google tem o histórico de não se envolver com projetos do “setor de guerras”. A empresa já chegou a negar, no passado, fundos da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA) após adquirir uma série de empresas de robótica ligadas à organização de pesquisa militar.

O assunto culminou no pedido de demissão de pelo menos 12 funcionários da Google no início deste mês. Os ex-empregados alegam que a companhia estava sendo cada vez menos transparente sobre decisões relacionadas ao assunto, sendo que a os funcionários eram cada vez menos consultados sobre o tema.

Fonte: NYT

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